Extens�o do restaurante Ping Yang, bar P'Lek brilha como melhor novidade de 2026

Extens�o do restaurante Ping Yang, bar P'Lek brilha como melhor novidade de 2026

O nome engana, porque P’Lek dá a impressão de que se trata de um boteco pé-sujo, daqueles de porta de faculdade, para jovens que querem um... pileque. Mas o P’Lek fica nos Jardins, e isso diz muito sobre ele. Aberto há menos de um ano na rua Melo Alves, ao lado de casas como Le Jazz Brasserie e Adega Santiago, o bar é uma extensão do Ping Yang, celebrado restaurante de comida tailandesa localizado do outro lado da mesma rua. Compartilham, além dos sócios, a vocação para o sabor apimentado. Aficionados por torresmo vão chorar de emoção com a pele de frango frita (R$ 29), em tirinhas e picante, pena que em quantidade pouco generosa, uma marca da casa, aliás. O petisco permanece no cardápio de comes, que foi renovado recentemente. Na visita feita pela reportagem, anterior à mudança, opções como o thaltar, canapé de wagyu, e a folha tailandesa chaplu surpreenderam, assim como o larica braba, combo com o bolovo da casa (apimentado, claro) e thai.ggets (nuggets thai) junto com arroz de jasmim. Os drinques oferecem um contraste à picância marcada dos acepipes, com alternativas bem inusitadas, como o cereal milk (R$ 52), que mistura vodca com Sucrilhos. São, na verdade, corn flakes tostados, explica o barman, mas a surpresa se mantém a mesma, já que não tem nada de infantil e tampouco lembra guloseimas de café da manhã, pois sua doçura não é exagerada, pelo contrário, o equilíbrio é o ponto aqui. A carta traz ainda opções refrescantes. O tang mo (R$ 48) leva pimenta, mas de forma suave, e a junção de cachaça e melancia é fácil de beber, assim como o satanás (R$ 38), com cachaça, cassis, limão e gengibre. Drinques clássicos também estão presentes, mas parece ser um desperdício deixar de experimentar as criações de João Piccolo, eleito bartender do ano por este especial. P’Lek, por óbvio, é uma brincadeira com pileque, mas a palavra "lek", em tailandês, significa pequeno, o que faz sentido na descrição do bar, que em sua parte interna comporta até 34 pessoas, além de mais cerca de 15 lugares na área externa. O ambiente é divertido, com luz vermelha bem de inferninho, tapete num pedaço do teto e outras referências ao estilo kitsch de parte da cultura tailandesa, mas sem cair em uma caricatura. O banheiro, aliás, ilustra bem essa característica. Sua iluminação, com néons azul e rosa, remete aos tuk tuks do país asiático, e para chegar até lá é preciso passar por um minicorredor com um globo de espelhos. Por ser uma novidade, você pode passar batido pelo nome P’Lek. Mas basta dizer que o bar é o irmão mais novo do restaurante Ping Yang para que qualquer dúvida se dissipe, já que a fama do endereço capitaneado por Maurício Santi atingiu um patamar suficiente para influenciar, também, a escolha do que você quer beber. P’LEK R. Dr. Melo Alves, 762, Cerqueira César, região oeste. @p.lek.bar

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