A vereadora Amanda Paschoal (PSOL) apresentou pedido de impeachment do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), neste domingo (25), sob a acusação de descumprimento de uma ordem judicial que determinou a circulação de 100% da frota operacional de ônibus da cidade durante o segundo turno das eleições. Acompanhe na Folha em tempo real a apuração do 2º turno Segundo a representação, dados da SPTrans indicavam que 9.892 dos 13.790 ônibus da frota estavam em circulação às 13h20, enquanto 3.898 permaneciam nas garagens. A decisão da Justiça Eleitoral, proferida na sexta-feira (23), determinou que o serviço operasse com frequência compatível à dos dias úteis e estabeleceu multa pessoal de R$ 100 mil ao prefeito e ao presidente da SPTrans em caso de descumprimento. O pedido também cita denúncias de que Nunes teria convocado servidores comissionados para trabalhar pela candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência. Segundo a representação, funcionários teriam sido pressionados a participar de atos de campanha. A Justiça do Trabalho já havia proibido a Prefeitura de exigir ou pressionar servidores e terceirizados a participar de eventos eleitorais, sob pena de multa diária de R$ 50 mil. A vereadora pede que a Câmara Municipal admita a denúncia e instaure uma comissão processante para apurar as acusações. A perda do mandato depende de aprovação de dois terços dos vereadores. Procurada, a assessoria de Ricardo Nunes afirmou que não houve descumprimento da decisão judicial e que a SPTrans foi notificada no sábado (24). "O número de lugares disponibilizados para o primeiro e o segundo turnos —conforme programado e informado antecipadamente a órgãos técnicos e também à Justiça Eleitoral— é de 8 milhões de lugares em cada uma das duas etapas da eleição. A SPTrans registrou, no primeiro turno, 3,4 milhões de passageiros, portanto, 57,5% a menos de passageiros em relação ao que havia de lugares à disposição da população. Ainda assim, atendendo ao pedido do TRE, a Prefeitura determinou ontem às concessionárias para colocar 100% da frota nas ruas no segundo turno." Como mostrou a coluna, a campanha do presidente Lula (PT) acionou a Justiça Eleitoral neste domingo (25) para denunciar que São Paulo operava com apenas 60% da frota de ônibus, apesar de uma decisão judicial que determinou a circulação de 100% dos veículos previstos para dias úteis regulares. O PT paulista também pediu a prisão do secretário municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, Celso Jorge Caldeira, sob a acusação de descumprimento da ordem judicial. O pedido de prisão foi negado pelo juiz Tiago Ducatti Lino Machado. A deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP), por sua vez, pediu à Justiça Eleitoral a prisão do prefeito Ricardo Nunes (MDB), além de Caldeira e do presidente da SPTrans, Victor Hugo Borges. Pediu também que a multa individual de R$ 100 mil fosse elevada para R$ 500 mil por hora de descumprimento e que a Polícia Federal e o Ministério Público Eleitoral fossem acionados. com DIEGO ALEJANDRO, JULLIA GOUVEIA e KARINA MATIAS LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.
Vereadora Amanda Paschoal pede impeachment de Ricardo Nunes por frota de �nibus menor no 2� turno
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