Teatro Vivo e Anchieta, do Sesc Consola��o, t�m as melhores curadorias de SP

Teatro Vivo e Anchieta, do Sesc Consola��o, t�m as melhores curadorias de SP

São Paulo Dois teatros empataram na categoria de melhor programação d’O Melhor de São Paulo, cada um com curadoria que segue por um caminho. O Teatro Vivo, vitorioso das edições anteriores, consegue deslocar o público até a região sul da capital para ver boas montagens com grandes elencos. Já o Teatro Anchieta, do Sesc Consolação, leva um repertório fora do óbvio a um dos espaços mais prestigiosos da capital paulista. No Anchieta, o ano começou com "Medea", releitura do diretor Gabriel Villela da tragédia de Sêneca sobre uma mãe que mata os próprios filhos após ser repudiada por Jasão, pai das crianças. A atriz Drica Moraes em cena da peça 'Inter Alia' - Annelize Tozetto/Divulgação Peça Logo em seguida, a mesma matriz clássica foi revisitada na versão de Georgette Fadel de "Gota d’Água", texto de Chico Buarque e Paulo Pontes que parte da variante de Eurípides e desloca a história grega para uma comunidade periférica do Rio de Janeiro durante a ditadura militar. Ao lado de Cristiano Tomiossi, a atriz e diretora comandou uma montagem crua em cenários e figurino, com ênfase nas atuações, nova versão de um espetáculo premiado que a dupla fez em 2007. A programação seguiu por outro caminho com o bilíngue "Língua", de Vinicius Arneiro, encenado em português e Libras, com atores surdos e ouvintes. Já no segundo semestre, o teatro estreou o musical pouco convencional "O Funcionário que Pede para Não Ser Identificado", criação de Michel Melamed sobre uma funcionária do fictício Setor de Registro e Produção de Obras Artísticas, em que as ideias precisam ser aprovadas para poderem existir. Ela passa os dias sem conseguir criar nada, até que decide construir uma obra a partir do que havia sido descartado pelo departamento. Vinda de fora do país, "Cariño Malo" chegou à capital por meio do braço paulistano do Mirada, festival ibero-americano de artes cênicas do Sesc. A peça peruana, dirigida por Alejandro Clavier, acompanha um homem de meia-idade que foge de casa e se torna ator de radionovela. Em paralelo às peças, o Anchieta recebeu uma agenda de dança com espetáculos como "Boca", do grupo carioca Corre, que leva o passinho do funk aos palcos. A corografia condensa influências culturais de periferias do Rio. Quem divide o título com o Anchieta é o Teatro Vivo, habitué da categoria. A curadoria do ator, diretor e produtor André Acioli costuma reunir textos de qualidade em montagens estreladas por nomes do teatro e da televisão. A temporada começou com "A Filha Perdida", adaptação de um livro homônimo da italiana Elena Ferrante. Nela, uma professora bem-sucedida relembra seu passado ao observar uma família na praia, em uma viagem de férias. Com direção de Fernanda Castello Branco e Paula Weinfeld, a peça contou com Chris Couto, Juliana Araujo e Alex Huszar no elenco. Em seguida, Rodrigo Portella dirigiu Eduardo Moscovis em "O Motociclista no Globo da Morte", sobre um homem pacífico que comete um ato brutal após ter um desentendimento em um bar. Clarice Niskier também ocupou o palco com "A Esperança na Caixa de Chicletes Ping Pong", que dirige e protagoniza. O espetáculo explora o que é ser brasileiro ao som de Zeca Baleiro. Entre os solos, esteve em cartaz "Mary Stuart", que Denise Stoklos voltou a apresentar. Nele, a artista interpreta duas rainhas rivais que disputaram o trono da Inglaterra há 400 anos. Também de Rodrigo Portella, "Inter Alia" reuniu Drica Moraes, Caco Ciocler e Caio Cesar Passos para falar de uma juíza comprometida em tornar o sistema judiciário mais humano e acolhedor, cuja vida sai dos trilhos após um incidente envolvendo seu filho. Já em "O Menor Palco do Mundo", primeiro monólogo de Vladimir Brichta, um pai que é preso passa a inventar histórias e enviá-las por cartas aos filhos para continuar presente em suas vidas. Quanto à localização, embora distante do centro, o Vivo é de fácil acesso: da estação Morumbi–Claro da linha 9–esmeralda da CPTM são só seis minutos a pé. Teatro Vivo Av. Dr. Chucri Zaidan, 2.460, Vila Cordeiro, região sul, @teatrovivosp Em cartaz: ‘O Menor Palco do Mundo’, sex. e sáb., às 20h. Ingr.: R$ 150. Até sáb. (31); ‘Triste! Triste... Triste?’ (Esp. Convivência), sáb., às 20h, e dom., às 18h. Ingr.: R$ 80. Até 8/11; ‘Histórias Lindas de Morrer’, qua. e qui., às 20h. Ingr.: R$ 90. Até 10/12 Teatro Anchieta Sesc Consolação - r. Dr. Vila Nova, 245, Vila Buarque, região central. Em cartaz: 'Casa do Norte', sex. e sáb., às 20h. Dom., às 18h. Até 1º/11. Ingr.: R$ 70 em sescsp.org.br ou em bilheterias Sesc

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