Teatro Anchieta, no Sesc Consola��o, se reafirma como destaque de SP

Teatro Anchieta, no Sesc Consola��o, se reafirma como destaque de SP

São Paulo "O Teatro Anchieta é um porto." A frase de Antunes Filho (1929-2019) sintetiza a importância do espaço no Sesc Consolação para a cultura da capital paulista. Foi ali que o diretor criou o CPT (Centro de Pesquisa Teatral), escola que se transformou em marco de inovação cênica. Inaugurado em 1967, e prestes a completar 60 anos, o teatro lidera mais uma vez o prêmio O Melhor de São Paulo por suas qualidades técnicas —além de ficar a dez minutos a pé da estação Mackenzie-Higienópolis do metrô. O histórico, é claro, também faz parte do fascínio exercido pelo Anchieta no público e na classe artística. Apresentar um espetáculo no palco icônico é uma espécie de trunfo na carreira de atores, diretores e demais envolvidos. 'Casa do Norte', do Grupo Clariô, no palco do Teatro Anchieta - Matheus José Maria/Divulgação Bibi Ferreira, Paulo Autran, Eva Wilma, Raul Cortez, Fernanda Montenegro e Paulo José já ocuparam o espaço de 9,76 m de largura por 15,55 m de profundidade, em apresentações feitas para 280 espectadores. Nos últimos anos são marcantes as peças executadas por grupos teatrais formados por artistas negros e mais ligados à realidade das periferias de São Paulo. Em 2024, por exemplo, o Anchieta recebeu o espetáculo circense "Prot{agô}nistas - O Movimento Negro no Picadeiro", uma celebração dessa comunidade e de trajetórias da diáspora. No ano passado foi a vez do Coletivo Negro apresentar o espetáculo "Pai contra Mãe ou Você está me Ouvindo?", uma adaptação livre do conto "Pai contra Mãe", de Machado de Assis, montada para refletir sobre a violência herdada do período escravocrata no Brasil. Neste 2026 quem ocupa o espaço teatral nobre é o Grupo Clariô, de Taboão da Serra, na região metropolitana de São Paulo, com o espetáculo "Casa do Norte". A comédia rasgada celebra a origem nordestina dos artistas e discute as ameaças a espaços culturais independentes. O Clariô fez questão de aproveitar a profundidade do palco ao montar um cenário colorido, divertido e cheio de detalhes que recria os comércios inspirados no Nordeste —locais que funcionam como ponto de encontro. O melhor teatro de São Paulo, no subsolo do Sesc Consolação, recebe também apresentações de música e dança, além de sediar encontros e conferências. O Instrumental Sesc Brasil, por exemplo, é realizado às terças-feiras, às 19h, com o objetivo de ampliar o público para a música instrumental. A programação vai do jazz até a música caipira. A inclinação do piso da plateia é um dos destaques do espaço por possibilitar a visão adequada para o palco em toda a extensão. O teatro foi projetado pelo arquiteto Ícaro de Castro Mello (1913-1986) e teve a colaboração do cenógrafo Aldo Calvo (1906-1991) para a concepção da parte técnica e do paisagista Burle Marx (1909-1994) para o desenho da cortina de boca de cena. A peça ficou décadas distante do público, mas voltou a ser exibida em 2016, após passar por um processo de higienização. O desenho abstrato, com curvas e cores marcantes, é um espetáculo à parte —e compõe a fórmula do espaço acolhedor, capaz de aquecer humanamente os artistas e o público, como é descrito o Anchieta nas palavras da atriz Cleyde Yáconis (1923-2013). TEATRO ANCHIETA R. Dr. Vila Nova, 245, Vila Buarque, região central, @sescconsolacao

Original Source

Read the full article at Guia →

KhanList aggregates and links to publicly available news content. We do not host full articles from third-party sources. Always verify important information with original sources.