PF prende Diomar Dantas, empres�rio e s�cio minorit�rio da Pixbet, na Para�ba

PF prende Diomar Dantas, empres�rio e s�cio minorit�rio da Pixbet, na Para�ba

Salvador , Brasília e São Paulo O empresário Diomar Tadeu Dantas de Farias, sócio minoritário da Pixbet, foi preso na manhã desta quinta-feira (17) na Paraíba, na segunda fase da Operação Arena, da Polícia Federal. A investigação apura condutas relativas aos crimes de evasão de divisas, lavagem de dinheiro e outros crimes contra a ordem tributária e financeira envolvendo a casa de apostas. Além da detenção, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão, além de medidas de sequestro de bens, nas cidades paraibanas de Campina Grande (128 km de João Pessoa) e na capital paraibana. A Folha entrou em contato com o diretor jurídico da Pixbet, que representa Diomar Dantas, na manhã desta quinta, mas ele não atendeu às ligações nem respondeu as mensagens. Site da Pixbet, cujo fono foi preso em operação da Polícia Federal - Reprodução/Pixbet Diomar Dantas detém 30% da casa de apostas, e os 70% restantes pertencem ao seu primo Ernildo Júnior Farias Santos, alvo de mandado de busca e apreensão durante a primeira fase da Operação Arena. A Polícia Federal investiga esquema de aquisição de criptoativos e troca de remessas entre empresas brasileiras e estrangeiras, para ocultar patrimônio e sonegar tributos. A bet chegou a ter companhias abertas em cinco países, incluindo uma no paraíso fiscal de Curaçao, de onde saíam pagamentos para advogados e clubes patrocinados pela empresa em 2024, como o Corinthians e o Flamengo. O esquema teria sido usado pela Pixbet para lavar dinheiro de apostas e financiar a regularização da empresa, segundo as investigações. Na época, foram efetuados 17 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Sergipe, na Paraíba e no Paraná. Segundo informação da Receita Federal, companhias constituídas fora do Brasil recebiam quantias altas sem atividade econômica que justificasse tais valores. A gestão dessas empresas, no entanto, era feita em território nacional e simulava operações com o objetivo de atribuir legalidade a valores advindos de apostas. Os valores enviados pelos apostadores à Pixbet por meio de instituições financeiras eram repassados para as empresas de fachada e usados para comprar stablecoins, criptomoedas com valor ancorado no dólar, aponta a investigação. Também eram trocados por dólares em casas de câmbio e enviados para contas em paraísos fiscais. Após essas operações, o dinheiro retornava à casa de apostas. As stablecoins seriam enviadas a contas do grupo empresarial, e os valores remetidos às firmas retornavam como pagamento de dividendos. O saldo das contas no exterior também abastecia a operação da bet. Segundo a Receita, o dinheiro reenviado à casa de apostas foi usado para comprar bens de luxo e pagar outorgas e taxas de regularização da empresa, exigidas pelo governo federal desde o ano passado. Segundo dados obtidos via lei de acesso à informação, Ernildo Júnior está ligado a duas licenças —cada uma custa R$ 30 milhões e exige um depósito de segurança de R$ 5 milhões. Segundo pessoas próximas à investigação, o advogado Nelson Wilians, cujo escritório atua na defesa da bet, também esteve entre os alvos da primeira fase da operação por causa de transações financeiras com uma offshore de Ernildo Júnior em Curaçao. O escritório disse que sua relação com a Pixbet é estritamente profissional. Também foram investigadas possíveis omissões de rendimentos e a utilização de estruturas empresariais para sonegar tributos. Folha Mercado Receba no seu email o que de mais importante acontece na economia; aberta para não assinantes.

Original Source

Read the full article at C-level →

KhanList aggregates and links to publicly available news content. We do not host full articles from third-party sources. Always verify important information with original sources.