Uma parte de um foguete Falcon 9, da SpaceX, atingiu a superfície da Lua na madrugada desta quarta-feira (5) a uma velocidade de 8.600 quilômetros por hora No entanto, até o momento, ninguém parece ter relatado quaisquer sinais evidentes do impacto. Os astrônomos esperavam que a colisão produzisse um clarão intenso o bastante e uma nuvem de poeira e detritos grande o suficiente para que ela pudesse ser observada da Terra por meio de telescópios. No entanto, na hora marcada, o satélite natural da Terra continuava com a mesma aparência de sempre. Observações mais minuciosas feitas pelo Telescópio Discovery, do Observatório Lowell, no Arizona (Estados Unidos), e pelo Very Large Telescope, no Chile, podem revelar indícios da colisão, como comprimentos de onda específicos da luz emitidos ou absorvidos pela pluma de detritos. A análise desses dados levará de algumas horas a alguns dias. O fim anticlimático do estágio do foguete não foi uma surpresa. Simulações de computador calcularam o efeito do estágio do foguete atingindo a Lua em uma posição vertical, o que teria produzido a maior quantidade de detritos, mas era mais provável que caísse de lado e em ângulo. No caso de um impacto vertical, o clarão e a pluma previstos estavam no limite do que poderia ser visto, e a dinâmica dependia de outros fatores desconhecidos, como se o estágio atingiu uma rocha sólida ou não. A espaçonave sul-coreana Danuri sobrevoou o local previsto da queda cerca de oito horas depois do impacto. Mesmo que tenha conseguido registrar uma imagem da cratera, a identificação pode levar dias ou semanas. Isso porque localizar a área recém-alterada da paisagem lunar é como procurar uma agulha no palheiro. A confirmação exigirá comparar a depressão com uma fotografia anterior que mostre a superfície intacta naquele local antes do impacto. Daqui a seis dias, o Lunar Reconnaissance Orbiter, da Nasa, também sobrevoará o local, fornecendo imagens adicionais para ajudar nas buscas. É possível que as previsões estivessem erradas e que o estágio do Falcon 9 não tenha atingido a Lua? Os cientistas estão confiantes de que a colisão ocorreu. Como tudo o que se desloca pelo Sistema Solar, o estágio do foguete se moveu de acordo com as leis de Newton, com apenas pequenos desvios decorrentes de forças adicionais, como o vento solar. A margem de incerteza quanto ao local do impacto era de apenas alguns quilômetros.
Parte de foguete da SpaceX atinge a Lua, mas at� o momento n�o h� sinais do impacto
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