Pelotas (RS) A Oncoclínicas anunciou nesta sexta-feira (30) que obteve adesão suficiente dos credores para dar continuidade ao pedido de homologação de plano de recuperação extrajudicial, segundo fato relevante. A companhia afirmou que o plano conta com adesão de credores detentores de mais de R$ 3,5 bilhões em dívidas da companhia. O montante corresponde a 61,6% da base total de dívida citada pela empresa no processo, de cerca de R$ 5,7 bilhões. A rede de clínicas de tratamento de câncer entrou com o pedido de recuperação em julho deste ano. Fachada de unidade da Oncoclínicas em Belo Horizonte - Renato Santos/Divulgação A empresa registrou prejuízo líquido de R$ 475,7 milhões no segundo trimestre, ante perda de R$ 142,3 milhões um ano antes, enquanto a receita líquida caiu 28,5%, para cerca de R$ 1,1 bilhão. A rede de tratamento oncológico chegou a atingir um valor de mercado de US$ 1,87 bilhão (R$ 9,6 bilhões) após seu IPO (Oferta Pública Inicial de Ações) em 2021, mas desde então seu preço despencou mais de 85%. Na sequência da abertura de capital, a empresa fez aquisições e abriu novos centros de tratamento de câncer, além de firmar parcerias com seguradoras e outros grupos de saúde. Esse crescimento veio acompanhado de um forte aumento da alavancagem. A dívida cresceu à medida que a rede continuou investindo em expansão, enquanto a geração de caixa não seguia o mesmo ritmo. Fundada em 2010 pelo oncologista Bruno Ferrari, a Oncoclínicas é a maior rede privada de tratamento oncológico do Brasil. São 142 unidades em 49 cidades. RAIO-X | ONCOCLÍNICAS Fundação: 2010 Atuação: rede privada especializada em tratamento de câncer (oncologia, hematologia, radioterapia e serviços hospitalares) Receita Bruta: R$ 6,3 bilhões em 2025 Prejuízo: R$ 3,6 bilhões em 2025 Tamanho da operação: 142 unidades em 49 cidades do país Com informações Reuters
Oncocl�nicas diz que obteve ades�o necess�ria de credores para recupera��o extrajudicial
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