Obras encontradas representam 8 de 13 levadas da biblioteca M�rio de Andrade; homem � preso

Obras encontradas representam 8 de 13 levadas da biblioteca M�rio de Andrade; homem � preso

As gravuras encontradas por policiais civis do 1º Cerco (Corpo Especializado em Repressão ao Crime Organizado) nesta quinta-feira (13) representam 8 das 13 obras levadas da biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo, em dezembro passado. As gravuras de Henri Matisse estavam em um apartamento na rua Mário Rossi, Vila Campestre, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista. O homem que guardava as gravuras foi preso sob suspeita de receptação e posse ilegal de arma de fogo. Seu nome não foi divulgado. Além das imagens, uma arma, munições e dinheiro foram apreendidos. Investigação da Polícia Civil aponta Laéssio Rodrigues de Oliveira, 53, considerado o maior ladrão de obras de arte e livros raros do país, como mandante do roubo de quadros da biblioteca Mário de Andrade, ocorrido em 7 de dezembro de 2025. À Folha o delegado Ronald Quene afirmou que os trabalhos não pararam nos últimos nove meses até que se chegasse ao paradeiro das obras. "Investigações prosseguiram em decorrência da operação Marchand, quando identificamos o mentor intelectual. Na data de hoje, com informações da investigação, diligenciamos e encontramos quem ficou guardando as obras de arte para o mandante." Segundo a Secretaria da Segurança Pública do estado, as oito obras recuperadas estão avaliadas em mais de R$ 1 milhão. Ainda conforme a pasta, há suspeita de que as outras cinco gravuras, de Candido Portinari, tenham sido vendidas. No crime, dois homens armados invadiram o espaço municipal, localizado na Consolação, região central de São Paulo, e levaram oito gravuras de Matisse e cinco de Portinari —estas da obra "Menino de Engenho"—, pertencentes à exposição "Do livro ao museu: MAM São Paulo e a Biblioteca Mário de Andrade". O suspeito apontado como mandante está preso desde abril após ação da Polícia Federal no Rio de Janeiro, em desdobramento de outro caso, após tentar corromper agentes de segurança de Instituto Federal para furtar obras de arte. Um segundo suspeito, com participação no roubo à biblioteca, também está detido pela mesma ação da PF. Na operação, batizada de Operação Marchand pela Polícia Civil paulista, uma mulher foi presa. A Justiça havia expedido 11 mandados de busca e apreensão a pedido do delegado Quene, do 1º Cerco, responsável pela investigação desde o início.

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