Inc�ndio atinge �rea de mata pr�xima � reitoria da UFRN

Inc�ndio atinge �rea de mata pr�xima � reitoria da UFRN

Um incêndio de grandes proporções atingiu as imediações do prédio da reitoria da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte), em Natal, na noite desta sexta-feira (23). Ninguém ficou ferido e a polícia apura o que teria provocado o fogo. Segundo o Corpo de Bombeiros, foram identificados vários focos de fogo em diferentes pontos da universidade. As chamas atingiram uma área de vegetação seca e foram mais de quatro horas até conter o incêndio. Os bombeiros informaram ainda que não houve dano a nenhum prédio da instituição. O incêndio ocorreu quatro dias após um ato contra o presidente Lula (PT) terminar em confronto físico. Um aluno ficou ferido na ação. A confusão começou durante um ato político promovido por militantes do PL dentro do campus. Estudantes da universidade teriam reagido à presença do grupo, o que provocou uma discussão, com troca de ofensas e agressões físicas. A Procuradoria da República abriu investigação sobre denúncias de censura, intimidação e incitação à violência após o episódio. A UFRN também determinou a abertura de um processo interno para apurar o ocorrido. Sobre a manifestação, a UFRN publicou uma nota em que declarou "seu mais veemente repúdio aos atos de violência". Segundo a universidade, o ato foi realizado "sem autorização institucional e, com o uso de equipamentos de som e fogos de artifício, foi acompanhado de atos de violência e ameaças à integridade física e moral de membros da comunidade acadêmica, além de danos ao patrimônio público e provocando a interrupção de aulas e atividades administrativas." Sobre o incêndio, a universidade afirmou neste sábado (24) que irá adotar as medidas cabíveis para esclarecer as circunstâncias da ocorrência, em diálogo e articulação com os órgãos competentes. Conforme mostrou a Folha, ameaças a alunos levaram instituições de ensino superior a reforçar a segurança em meio a atos estudantis pela reeleição de Lula (PT). O temor também chegou ao MEC (Ministério da Educação), que pediu atenção à PF (Polícia Federal). Leonardo Barchini, titular da pasta, afirmou que o governo recebeu relatos de estudantes, professores e reitores e temia que a violência aumentasse até o segundo turno. Outras universidades federais também receberam ameaças. É o caso da UFF (Universidade Federal Fluminense) que encaminhou à PF mensagens sobre um possível ataque com chamas e agressões a participantes de um ato político. Também no Rio de Janeiro, ameaças a estudantes da UENF (Universidade Estadual do Norte Fluminense) foram registradas na Polícia Civil. Em Minas Gerais, alunos da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) relataram ameaças contra uma manifestação. Os episódios ocorrem após o primeiro turno da disputa presidencial.

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