Fran�a registra 4� s�bado consecutivo de protestos; 'viva Lula', diz l�der opositor

Fran�a registra 4� s�bado consecutivo de protestos; 'viva Lula', diz l�der opositor

Dezenas de milhares de pessoas protestaram pelo quarto sábado consecutivo na França, onde o governo convocou reuniões para a próxima semana com sindicatos, representantes patronais e estudantes, a fim de discutir as reivindicações por aumento salarial e melhores condições nas escolas de ensino médio. O presidente de centro-direita, Emmanuel Macron, enfrenta um final de mandato conturbado, marcado por protestos, a quase seis meses de os franceses escolherem seu sucessor. A líder da extrema direita Marine Le Pen lidera as pesquisas de intenção de voto. Em um dos atos, o líder esquerdista francês Jean-Luc Mélenchon pediu que seus apoiadores não se resignem a uma vitória de Le Pen, lembrando as derrotas recentes de Donald Trump e Jair Bolsonaro. "Trump foi derrotado [nas eleições de meio de mandato] nos Estados Unidos, e Bolsonaro foi derrotado [na eleição presidencial] no Brasil. Viva Lula! É a nossa vez de mudar a história", disse Mélenchon diante de milhares de apoiadores em Le Bourget, ao norte de Paris. Lá Fora Receba no seu email uma seleção semanal com o que de mais importante aconteceu no mundo A mobilização deste sábado (7) ocorre dois dias depois de um contingente de 575 mil a 1,6 milhão de pessoas ter ido às ruas, na quinta-feira (5), atendendo a um chamado dos sindicatos, para exigir melhores salários e um aumento do poder aquisitivo, além de manifestar apoio aos estudantes que, desde meados de setembro, denunciam a falta de professores, instalações escolares deterioradas e um sistema de admissão universitária pouco transparente. "Hoje é uma data que permite manter a pressão", afirmou a porta-voz da União Estudantil, Sabrine Kharbach, ressaltando que os sindicatos da área da educação convocaram uma nova greve e protestos para a próxima terça-feira (10). Após as manifestações de quinta-feira, o governo anunciou uma "conferência social" para a próxima segunda-feira (9), com a participação de sindicatos e representantes patronais, voltada para questões de poder aquisitivo e salários. Para esse mesmo dia, também estão previstos encontros com organizações estudantis. Em Paris, a manifestação deste sábado percorreu o centro da capital, entre as praças da República e da Nação, em um clima festivo. Embora o ministro do Interior, Laurent Nuñez, tenha mobilizado novamente 70 mil agentes para evitar as cenas de caos registradas em 17 de outubro, as autoridades constataram uma mobilização "claramente em queda". Em Paris, foram 46 mil manifestantes foram às ruas, segundo a polícia. Diferentemente dos sábados anteriores, o movimento dos Coletes Amarelos", que já abalou o primeiro mandato de Macron em 2018 e em 2019, protestou separadamente. Na capital, o grupo convocou uma concentração na Praça da Concórdia, apesar da proibição da polícia. Dezenas de pessoas atenderam ao chamado para protestar nessa praça central, situada perto da sede da Presidência francesa, e um de seus líderes foi detido nas imediações da Assembleia Nacional (a Câmara Baixa), constatou uma jornalista da agência AFP.

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