Filme documenta retorno do Linkin Park ap�s hiato e renova��o no elenco

Filme documenta retorno do Linkin Park ap�s hiato e renova��o no elenco

"Likin Park: Unshatter", documentário que estreia nesta quarta, dia 30, em cinemas de todo o mundo, pode ser dividido em duas metades. Uma contempla o show espetacular que a banda fez no então Allianz Parque, em São Paulo, em 15 de novembro de 2024. A outra acompanha conversas e ensaios da banda desde 2022, mostrando o caminho para reconstrução do grupo depois do suicídio do vocalista Chester Bennington. As gravações intimistas mostram o processo de reconstrução da banda. O show em São Paulo documenta o resultado, entusiasticamente aprovado por seus fãs. Quem mesclou essas duas narrativas foi o DJ do Linkin Park, Joe Hahn, que dirige o documentário. Ele classifica o filme como uma história de resiliência e afirma que era muito importante para todos ajudarem a vocalista Emily Armstrong e o baterista Colin Brittain, novos integrantes neste renascimento. "Certamente já seria difícil para uma pessoa entrar em uma banda que já tinha tanta coisa feita e uma personalidade muito forte. Dois novos integrantes era algo mais complicado ainda", diz Hahn. "Eles são dez anos mais novos do que os outros da banda, e foram ótimos. Colin já produziu vários artistas e trouxe muitas ideias para todas as etapas do nosso trabalho. Emily aprendeu muito e fez isso rapidamente", conta, ressaltando que a cantora teria a pressão das comparações com o vocalista que estava substituindo. "Emily é durona, ela aguenta muito a pressão", comenta Hahn. A aceitação dela pelos seguidores do Linkin Park foi praticamente imediata. Para iniciar essa volta, o grupo fez alguns shows, abrindo a turnê do disco de inéditas "From Zero" (2024). Mas a apresentação em São Paulo coincidiu com o dia do lançamento mundial do álbum. Desde o primeiro acorde do show, o público paulistano cantava junto todas as novas canções. "Foi fácil escolher o show para gravar como apresentação do disco", conta Hahn. "Nosso público é cheio de energia e muito apaixonado pela banda, mas o Brasil exagera. O público é carinhoso demais, muito entusiasmado. A gente acreditava nessa ligação forte, e o show virou mesmo uma celebração." Os registros mais antigos no documentário são conversas sobre o possível futuro da banda. Hahn admite que rever algumas dessas conversas de 2022 ainda é capaz de emocioná-lo. A morte de Bennington, em 2017, continuava a ser processada intimamente em cada um deles. "Falávamos sobre o futuro, sobre algo que, no fundo, a gente não sabia se conseguiria realizar", recorda Hahn. "Mais do que nunca, nós precisávamos confiar uns nos outros." A edição do filme é esperta para não estender demais essas divagações e passa a apresentar a parte prática da reformulação da banda, com a integração dos novatos em sessões de estúdio. O carinho dos integrantes originais com Emily e Brittain é evidente. E isso vai passando para o público antes mesmo do retorno às turnês. Quando eles aparecem no palco diante dos paulistanos, o pandemônio é imediato. Durante o show, músicas da primeira fase do grupo, como o hino roqueiro "In the End", conversam com canções da nova safra, exemplo de "The Emptiness Machine". São os dois momentos mais incendiários da apresentação. A edição do documentário aproveita muito bem o calor do público e transforma os fãs brasileiros em atores coadjuvantes. Gente de sorriso aberto cantando o mais alto possível, num registro visual de êxtase. Não é nenhum exagero Hahn usar a palavra "celebração". No palco, a interação da banda é uma cumplicidade muito forte. Emily Armstrong e Mike Shinoda dividem os vocais de modo fluido, como se fizessem isso há anos. Hahn destaca o espírito de equipe. "Emily enfrentaria comparações, nós sabíamos disso. Então foi muito importante a gente trabalhar como um time. A ideia era nunca a deixar sozinha. Era o Linkin Park que estava ali!" "Unshatter" traz muitas imagens inéditas até para os fãs que acompanham freneticamente a divulgação de material no Linkin Park nas redes. E a banda não segura informações. Shows, ensaios, gravações de videoclipes, encontros com admiradores, brincadeiras em hotéis e aeroportos, divulgação em rádios e TVs, até escolha de roupas para as apresentações são registrados na internet. Será que os integrantes da banda às vezes não se sentem dentro de um reality? Uma espécie de "Show de Truman"? Hahn dá risada diante da pergunta. "Estamos acostumados. Temos um amigo biógrafo. Sempre tem alguém querendo gravar alguma coisa. Eu não ligo. Porque gosto de música o tempo todo. Eu ensaio, gravo, vou para o palco e isso é sempre bom." Na última sexta-feira (25), foi lançada a trilha sonora "Unshatter: Live in São Paulo", e não se restringe a performances do show. Gravações exclusivas e inéditas fazem parte do material. Hahn dá sua definição sobre o projeto: "O filme documenta um caminho marcado por perda, incertezas, amizade e reinvenção. Para além da história do Linkin Park, espero que as pessoas se conectem com o filme como uma narrativa sobre relacionamentos, resiliência e o que realmente significa seguir em frente quando nem todas as respostas estão claras".

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