Com medo do El Ni�o, setores aquavi�rio e log�stico questionam dragagem do Tapaj�s e of�cio da Antaq

Com medo do El Ni�o, setores aquavi�rio e log�stico questionam dragagem do Tapaj�s e of�cio da Antaq

Empresas do setor de transporte aquaviário e logística de grãos reclamam de decisões da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) e do governo federal diante da possibilidade de seca na Amazônia e do El Niño no ciclo 2026-2027. Em ofício do último dia 6, o diretor-geral do órgão regulador, Frederico Dias, cobrou estratégias de contingência das companhias do setor. Mas os segmentos de navegação, portos e escoamento de grãos apontam a negativa da administração pública para a realização de obras que reduziriam a necessidade desses planos. Em 23 de julho, as empresas alegam que o presidente Lula (PT) não autorizou o início imediato da dragagem emergencial do rio Tapajós, acatando o desejo de lideranças indígenas contrárias a qualquer obra no local. O setor privado custearia o aumento da profundidade e o governo ficaria responsável pela fiscalização. Em 6 de agosto, a Antaq expediu ofício pedindo que, em 30 dias, portos, terminais e armadores da região Norte apresentem seus planos para reduzir eventos hidrológicos extremos. Isso seria, para entidades, uma transferência de responsabilidade por um risco que seria resolvido pela dragagem. A agência afirma que o texto é orientativo e colaborativo, sem criar obrigações regulatórias. Cita também os ciclos hidrológicos de 2023 e 2024, quando a seca resultou em baixas profundidades históricas na bacia amazônica. Estudo da consultoria MoveInfra estima que a interrupção da navegação no Tapajós pode travar entre 3,5 milhões e 5,5 milhões de toneladas de grãos. O custo estimado varia de R$ 500 milhões a R$ 800 milhões, por causa do desvio de carga para o transporte rodoviário. A mudança de modal elevaria em 55 mil toneladas a emissão de CO₂ na atmosfera, segundo os levantamentos citados pelo setor. O governo federal, após a negativa, criou a sala de situação, com participação de 24 ministérios e coordenação da Casa Civil. Destinou R$ 1,3 bilhão para conter os efeitos do El Niño. A própria Antaq também orientou as companhias a buscarem alternativas operacionais, como outras rotas, redistribuição de cargas entre terminais, embarcações de menor calado e ajustes na programação. Em participação em seminário portuário e marítimo na semana passada, Frederico Dias ouviu reclamações de entidades sobre a falta de dragagem na região e a perspectiva de uma seca histórica. Ele respondeu que a agência tem limitações, mas que está disposta a ajudar as empresas. LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.

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