O chanceler argentino Pablo Quirino ironizou a visita que o deputado federal André Janones (Rede-MG) fez à ex-presidente Cristina Kirchner na segunda (2) , e também o encontro que ele teve no mesmo dia com o ex-ministro da Fazenda Sergio Massa, derrotado por Javier Milei nas eleições presidenciais de 2023. "Más cantado que Despacito", escreveu ele em postagens em que publicou as fotografias das respectivas reuniões. A expressão faz referência ao fato de a música "Despacito" ser tão tocada e cantada que se torna previsível e óbvia em qualquer ambiente. Foi a principal reação de um integrante do governo argentino à visita até agora. Janones desembarcou em Buenos Aires no feriado para se encontrar com lideranças peronistas e discutir o apoio em estratégias digitais que possam ajudar a derrotar o atual presidente, Javier Milei, nas eleições presidenciais de 2027. Massa é pré-candidato a presidente, e Cristina Kirchner, embora condenada por corrupção e presa, segue sendo importante na definição do nome da oposição que disputará contra Milei. Diplomatas brasileiros ouvidos pela coluna afirmam que o giro argentino de Janones não tem potencial de complicar ainda mais a relação do governo Lula com o de Milei. Eles afirmam que se tratou de uma visita individual e de prospecção, já que Janones estava acompanhado de dois marqueteiros, Rafael Marroquim e Chico Kertesz, que já trabalharam em campanhas na Argentina. Apesar de terem feito campanha também para Lula, os profissionais não foram enviados pelo presidente para as conversas. Trata-se, portanto, de uma iniciativa exclusivamente privada, segundo integrantes do governo federal. Javier Millei já reclamou da presença de profissionais do marketing político na Argentina. Em entrevista a uma rádio em meados do ano, ele acusou o governo brasileiro de ter bancado parte da campanha presidencial de oposição a ele em 2023. O presidente argentino afirmou que 25% dos recursos usados contra sua candidatura teriam vindo do Brasil, e que assessores enviados por Lula teriam atuado ativamente na campanha do então candidato Sergio Massa, seu principal adversário na disputa. "Sabe quem mais colocou dinheiro nesta campanha anti-Argentina? O governo do Brasil. Vinte e cinco por cento dos recursos vieram de lá. E depois eles vêm falar de interferência", afirmou, justificando sua presença na convenção do PL que consagrou Flávio Bolsonaro candidato à Presidência da República no Brasil. LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.
Chanceler de Milei ironiza visita de Janones a Cristina Kirchner, e governo Lula se distancia de iniciativa
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