Esta é uma edição da newsletter Folha Carreiras. Quer recebê-la às segundas-feiras no seu email? Inscreva-se abaixo: Folha Carreiras Informações semanais sobre mercado de trabalho e dicas para universitários e recém-formados alavancarem sua vida profissional Não é errado ser ambicioso. Na carreira, inclusive, essa é uma característica valorizada por muitos líderes e recrutadores. O equilíbrio entre uma virtude e um defeito, no entanto, é a dose. Ninguém gosta de ter um colega que faz tudo para estar por cima —e tensionar as relações com seu time e outros colaboradores não é a melhor ideia. Na edição de hoje, falamos como agir pelo desejo de crescer e, de preferência, não puxar o tapete dos coleguinhas. Na adrenalina. Vamos aos fatos: ninguém quer um funcionário ou colega que não se movimente. ↳ Na ambição saudável, o crescimento profissional é visto como consequência da entrega, segundo Andréa Krug, consultora de recursos humanos e carreira. Isto é, quanto mais e melhor se entrega, mais reconhecimento se ganha e, com isso, vêm promoções e novas oportunidades. Para quem está há muito tempo no mercado de trabalho, essa leitura pode se assemelhar a um conto de fadas. Krug, no entanto, defende que é necessário mirar na Lua para cair um pouco embaixo dela: fazer e ser visto fazendo ainda é o melhor caminho para galgar posições. A especialista afirma que o protagonismo pesa na forma como o profissional é visto no ambiente de trabalho. Portanto, chamar a atenção da chefia nem sempre é oportunismo —ainda que atitudes do tipo possam atrair a rivalidade de outros colegas. ↳ Krug explica que, às vezes, inimizades entre colegas são criadas e favorecidas por lideranças ou pela cultura da empresa. Não é incomum encontrar chefias que estimulam a competitividade no escritório por crer que o ambiente tenso gera mais produtividade. Essa, no entanto, é uma maneira "old school" de pensar, afirma. Estrada de uma mão só. O cerne do problema é na vontade de crescer enquanto principal objetivo da carreira, mas sem pensar em como, quando, e, sobretudo, por qual motivo ter um cargo maior. Esse tipo de desejo costuma levar a decisões destrambelhadas, de acordo com Andréa Krug. "Mais do que o nome do cargo, preciso entender qual experiência estou ganhando e quais caminhos ela abre para mim no mundo corporativo. O que estar nessa empresa soma ao meu repertório e como isso me prepara para o próximo passo que eu quero dar?", aconselha. Se em todas as oportunidades de ter um cargo diferente ou maior você se candidata, ou vive pedindo para mudar sem ter uma linha de raciocínio clara, pode ser mal visto pela gestão. Pular "de galho em galho" sem demonstrar que tem uma visão clara sobre sua carreira pode atrapalhar mais do que ajudar. "Já vi pessoas se candidatarem a 20 posições dentro da empresa com seis meses de casa. Assim, é difícil para a liderança rastrear onde está a insatisfação e como ela pode ajudar essa pessoa a seguir a carreira que ela quer", analisa. Massa crua. Krug compara jovens profissionais a bolos no forno. Antes de crescer, você precisa esperar um pouco. Antes de querer escalar posições, é necessário entender se você está pronto para exercê-las. Ela reforça que insistir em um cargo superior e não se mostrar apto para a função é pior para sua carreira do que esperar um pouco mais e ser promovido no momento certo. Passou do ponto? Aí vão alguns sinais para entender se os colegas ou lideranças podem estar se sentindo prejudicados por atitudes suas. Perceba se seus pares confiam em você e se há espaço para errar diante deles; Repare se seus colegas pararam de dividir tarefas ou começaram a proteger atividades deles para que você não se envolva; Analise suas entregas e onde está o seu foco: você está mais preocupado com receber um feedback positivo ou, de fato, fazer a engrenagem girar? Tapete puxado. Se você sente, ao contrário, que algum colega está tentando puxar o seu tapete, mais vale tentar resolver com ele do que levar para a liderança —pelo menos, em um primeiro momento. ↳ Na visão da especialista, resolver conflitos internos do time sem necessidade de intervenção demonstra maturidade em todos os profissionais envolvidos. Contudo, se não funcionar, é necessário levar para outras instâncias de arbitragem, como o RH. Anota aí Programa de estágio do Nubank com foco em IA Começam nesta segunda-feira (17) as inscrições para ser estagiário do banco roxo em 2027. Nesta edição do programa, os recrutadores procuram estudantes de graduação, de qualquer curso, interessados em tecnologia, dados e inteligência artificial —com previsão de formatura entre julho de 2028 e julho de 2029. São 50 vagas. Os estagiários, segundo a empresa, terão acesso a uma mentoria técnica dedicada, organizada em sessões de aprendizado e acompanhamento trimestral. A jornada será no modelo híbrido, com três dias no escritório e dois de trabalho remoto. As inscrições podem ser feitas neste site até o dia 30 de agosto. Programa de trainee da Ambev A empresa abre inscrições para o programa de treinamento de 2027, que se encerram em 2 de setembro. Podem se candidatar profissionais com formação superior, concluída entre dezembro de 2024 e dezembro de 2026, com no máximo dois anos de experiência profissional após a conclusão da primeira graduação, com proficiência em inglês e disponibilidade para mudança de cidade e estado. As oportunidades são para atuação em negócios e cadeia de suprimentos. O contrato tem duração de dez meses e salário de R$ 9,5 mil. As candidaturas estão abertas neste link. Desafio Salte com a IA O Instituto Leapy, braço social da Leapy —empresa focada no recrutamento e capacitação de jovens aprendizes—, e a 42 São Paulo —organização francesa de educação em tecnologia— lançam concurso para que jovens profissionais aprendam a usar a IA para diagnosticar e propor soluções para problemas sociais. A participação será feita em trios, que precisarão escolher entre seis linhas temáticas (Educação, Empregabilidade, Saúde, Cidade/Meio Ambiente, Equidade de Gênero ou Diversidade e Inclusão). Os projetos classificados para a segunda fase receberão mentorias e plantões de dúvidas com especialistas do mercado. Os cinco melhores projetos farão a demonstração das soluções para uma banca qualificada. O grupo vencedor recebe R$ 5 mil, o segundo colocado, R$ 3 mil, e o terceiro, R$ 2 mil. As inscrições acontecem até 19 de setembro neste link.
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