O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, criticou nesta terça-feira (4) seus adversários por imbróglios envolvendo parentes durante sabatina na zona oeste de São Paulo. Ele também defendeu a pena de morte em alguns casos, como o de serial killers e estupradores reiterados. Sem citar nomes, ele criticou políticos que levaram parentes para trabalhar em seus governos, caso do adversário Ronaldo Caiado (PSD). Como mostrou a Folha, o goiano deixou ao menos dez parentes em cargos comissionados no estado que governou até o fim de março. Zema tem batido nessa tecla contra o adversário, que divide com ele a intenção de compor a terceira via. O candidato também falou em políticos "chantageados porque têm alguém da família envolvido nisso e naquilo". Os dois principais nomes nas pesquisas de intenção de voto para a eleição presidencial, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), têm imbróglios com familiares. No caso de Lula, a PF (Polícia Federal) pediu na segunda (3) a abertura de uma terceira frente de investigação contra o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente, para apurar suspeitas de tráfico de influência. "Temos visto aí hoje um presidente enfraquecido, que fica cedendo a pressões porque tem pessoas da família envolvidas em escândalos", afirmou. Já o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro, que assumiu o espólio do clã liderado por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), precisou responder por ligação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. "Banqueiro bandido que mora em Belo Horizonte nunca me procurou", afirmou Zema. Ele também disse que o fato de não ter "rabo preso" é o que o credibiliza para ser aquele que mais critica o STF (Supremo Tribunal Federal) e afirmou que existem "frutas podres" na corte. Zema não citou os ministros nominalmente, mas fez referência direta a Alexandre de Moraes, Toffoli e Gilmar Mendes. "Todos sabem quem são esses três [ministros]. O que a esposa fez um contrato de R$129 milhões, o que fez uma transação de R$ 35 milhões do Tayayá e o outro que faz congressos patrocinados pelo banqueiro bandido. E todos os três pegando carona nos jatinhos do banqueiro bandido. Isso é uma vergonha para o Brasil", afirmou. Zema também defendeu na sabatina a pena de morte para assassinos em série e estupradores reiterados. Sobre a chapa para a eleição, ele disse que seu vice deve ser anunciado na quarta-feira (5) e que provavelmente a composição será pura, com outro nome do partido Novo. Na economia, o mineiro porpôs quatro frentes. A primeira, afirmou, é a privatização. "Não tem vaca sagrada. Não tem o que não privatizar˜, afirmou. Ele defendeu também uma reforma administrativa, uma nova reforma da previdência e a revisão de programas sociais. As falas do ex-governador de Minas Gerais ocorreram durante sabatina do site O Antagonista e da empresa G4 Educação, na Vila Olímpia, em São Paulo. Segundo os organizadores, foram convidados os cinco candidatos com as melhores intenções de voto, mas o presidente Lula (PT) não aceitou participar. Zema é o primeiro a falar com os jornalistas do site, que também sabatinam, nesta ordem, Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Flávio Bolsonaro (PL). Cada político tem 40 minutos para responder às perguntas e apresentar suas propostas. O evento é acompanhado por uma plateia de empresários, e o anfitrião é Tallis Gomes, fundador e presidente da G4. De direita, o empresário já defendeu a demissão de quem comemorasse a morte de Charlie Kirk, influenciador conservador americano assassinado em setembro de 2025, criticou a existência de mulheres em altos cargos nas empresas e afirmou que não contrata "esquerdistas" na G4 Educação.
Zema fala em 'rabo preso' de advers�rios com parentes e defende pena de morte
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