Voc� j� tomou caf� da Bahia? N�o? Ent�o tome

Voc� j� tomou caf� da Bahia? N�o? Ent�o tome

Preste atenção neste nome: Barra do Choça. Há uma boa chance de você passar a vê-lo com mais frequência nas prateleiras e nos cardápios das cafeterias de São Paulo. A região, no sudoeste da Bahia, começa a repetir o caminho que a Chapada Diamantina já percorreu com sucesso no universo do café especial. O que explica o avanço de Barra do Choça é o cuidado no processo de pós-colheita. É esse trabalho minucioso que tem gerado bebidas de alta qualidade sensorial e perfis muito diversos: ali é possível encontrar cafés com mais doçura ou acidez mais pronunciada, com notas sensoriais frutadas e florais. A divulgação da região, no entanto, tem sido feita quase no boca a boca, sem grande apoio governamental ou institucional. Os próprios produtores organizam eventos, degustações e conversas individuais com torrefações. O reconhecimento já aparece no mercado. Torrefações paulistanas consagradas, como a multipremiada Coffee Lab e a Sabino Torrefação, compram cafés de Barra do Choça. A 15 Coffee Company, de Sorocaba, diz que um lote da região foi um dos melhores cafés que a empresa torrou na safra passada. No São Paulo Coffee Festival, no fim de junho, o minúsculo estande de Barra do Choça não dava conta da quantidade de visitantes querendo experimentar os cafés. Outra região baiana já bastante conhecida por seus cafés de qualidade, a Chapada Diamantina tem uma diferença em relação ao cultivo em Barra do Choça. Barra do Choça fica no sudoeste baiano, a 27 km de Vitória da Conquista e 524 km de Salvador, a 900 metros de altitude. A Chapada Diamantina, por sua vez, ocupa a porção central da Bahia, com municípios como Piatã e Mucugê, em altitudes que chegam a 1.600 metros. Segundo Vinícius Lima, dono da Eufrásio, de Barra do Choça, o processamento pós-colheita é determinante para a qualidade dos cafés da região, enquanto, na Chapada, o terroir é o fator mais importante. Com os diferentes processos de pós-colheita vem a diversidade sensorial dos cafés da região. Prova disso é o Horizonte 01, lançado pela Eufrásio (R$ 69,90): a caixa traz o mesmo café em três processamentos diferentes, em sachês de 35g, cada. O lavado traz notas de chá-mate e rapadura, com acidez cítrica; o natural é floral; já o que passou pelo processamento de cereja descascado tem notas de açúcar mascavo. O crescimento da região chegou a endereços de prestígio em São Paulo. A Eufrásio agora vende seus pacotes no Mata Lab, centro de compras do complexo Cidade Matarazzo, além de servir café para degustação no local. Também é possível encontrar grãos de Barra do Choça na Casa Tia Sônia e até na Amazon. 3 cafés para conhecer Barra do Choça Eufrásio Horizonte 01 (R$ 69,90, 105 g): kit com três experimentos. Um mesmo café submetido a três processos diferentes. Ideal para explorar o sensorial obtido em cada processo e conhecer a diversidade da região. Disponível em eufrasiocafes.com.br Café das Meninas (R$ 48, 250 g): frutado, com acidez cítrica e notas de baunilha. Disponível em cafedasmeninas.com.br Reserva do Vale: café em pacotes de até 1 kg, com bom custo-benefício e sensorial menos complexo, mas muito equilibrado. Disponível em reservadovale.com.br Onde encontrar cafés de Barra do Choça Mata Lab (al. Rio Claro, 260, Bela Vista, São Paulo) Casa Tia Sônia (r. Monte Aprazível, 309, Vila Nova Conceição, São Paulo) Online, nos sites dos produtores e na Amazon LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.

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