A carta golpista divulgada pelo ex-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro gerou repercussões na política brasileira. Divulgado após a fuga do senador para os Estados Unidos, o documento alegava, em versão inicial corrigida, que ele seria o "verdadeiro presidente" do país. Diversas instituições, partidos e políticos se posicionaram após a divulgação da carta. Mesmo os aliados de Flávio e seu partido reconhecem a lisura e validade do processo eleitoral. Sem provas, Flávio diz que houve fraude no segundo turno das eleições. O pleito foi prorrogado por duas horas, após determinação feita pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Cristiano Zanin. Após as 17h, cerca de 34 mil votos foram computados. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito no domingo (25) com uma vantagem de mais de 4 milhões de votos. Veja abaixo as declarações: Kassio Nunes Marques, presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) "As Eleições 2026 transcorreram dentro da mais absoluta normalidade e com respeito aos ditames legais e constitucionais." Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo "A eleição acabou e agora é preciso olhar para a frente. Entendo o sentimento de Flávio, entendo sua indignação e sua revolta, e esse sentimento é o de muitos brasileiros também. Mas o caminho é respeitar o resultado das urnas e seguir em frente." Jorginho Mello (PL), governador de Santa Catarina "Às instituições brasileiras cabe promover a pacificação que o momento exige. Não é hora de aprofundar feridas, mas sim curá-las. Da minha parte, continuarei cumprindo a missão da qual jamais abrirei mão, defendendo os interesses de Santa Catarina com firmeza e credibilidade, respeitando as instituições e o resultado final das urnas." Valdemar Costa Neto, presidente do PL "Nós queremos tocar a vida para frente. [...] Ninguém quer ter problema, ninguém aprova essa situação que aconteceu com Flávio. [...] Flávio passou uma situação difícil, nós compreendemos, mas não aprovamos. Queremos tocar o país para frente." Donald Trump, presidente dos Estados Unidos "Eu não vou comentar sobre isso, mas eu sei que nós autorizamos a entrada dele no país. Então, veremos." MDB "O MDB reafirma sua total confiança no sistema eleitoral brasileiro e, portanto, na legitimidade do resultado do pleito do último domingo." Antonio Rueda, presidente do União Brasil "O União Brasil reafirma que a democracia é, para o partido, um valor inegociável. Ela não depende de quem vence ou quem perde uma eleição, mas do compromisso de todos com o veredito das urnas. A eleição de 25 de outubro transcorreu com lisura e o seu resultado deve ser respeitado." Ricardo Nunes (MDB), prefeito de São Paulo "O TSE já definiu o novo presidente e precisamos ter serenidade diante do resultado", disse ele. "A quem ganhou, cabe governar o país para melhorar a economia e a qualidade de vida da população. Assim como cabe à oposição, que teve quase 60 milhões de votos, o papel de fiscalizar." Rogério Marinho (PL-RN), senador e coordenador da campanha de Flávio "É evidente que, se você faz alguma afirmação, precisa trazer provas. Eu não posso fazer essa afirmação, não tenho provas e eu acabei de dizer que [a carta] é um desabafo de alguém. Suponho que seja desabafo de alguém que está se sentindo injustiçado." Hamilton Mourão, senador (Republicanos-RS) "Que existe arbítrio por parte do Alexandre de Moraes [ministro do STF, que acatou pedido da Polícia Federal e determinou apreensão de passaportes de Flávio] não tenho a menor dúvida. Quanto à possibilidade de fraude [na eleição], deveria ser investigada dentro do possível. Quanto ao resto, é pura ação política (...) Golpe tem de ter apoio, e ele não existe." Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura "O atual momento exige serenidade e respeito ao resultado das urnas. A eleição acabou, e agora é hora de olhar para a frente e cuidar do Brasil que queremos construir. Seguiremos trabalhando e fiscalizando as ações do governo. É hora de a direita unir esforços, defender os interesses de milhões de brasileiros e manter o compromisso com o futuro do nosso país." Aécio Neves (MG), presidente do PSDB e deputado federal "O exercício da oposição numa democracia é tão relevante quanto o exercício dos próprios governos. E ele deve se dar em território nacional, fiscalizando os atos do governo e cobrando os compromissos por ele assumidos com a população." Gleisi Hoffmann (PT-PR), deputada federal "Sem provas e cheio de inquéritos por corrupção, Flávio Bolsonaro questiona resultado das urnas e se autodeclara 'presidente eleito' do 'Brazil'."
Veja manifesta��es de autoridades e partidos pol�ticos ap�s carta golpista de Fl�vio Bolsonaro
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