Milhões de europeus têm a chance nesta quarta (12) de acompanhar um eclipse solar total, quando a Lua passa entre a Terra e o Sol e cobre temporariamente a superfície da estrela. Ele pode ser observado de parte do continente e mergulhará uma faixa na escuridão por quase dois minutos. Ao todo, o fenômeno deve durar menos de duas horas, uma vez que o eclipse começa de forma parcial, atinge a totalidade e volta a ser parcial. A Nasa dedica uma live ao evento em seu canal no YouTube, além de cobertura em redes sociais. A ESA (Agência Espacial Europeia) também tem uma programação especial em seu canal no YouTube, assim como o Observatório Nacional, desde o meio-dia. O eclipse solar total, o primeiro do tipo a ser visível da Europa continental desde 2006, começará na Rússia por volta das 14h (de Brasília). Ele cruzará o hemisfério norte e passará pela Groenlândia e depois pelo Atlântico. Além de parte da Islândia, o eclipse cruzará a Espanha em diagonal, do noroeste atlântico até as Ilhas Baleares, no Mediterrâneo, por onde deve terminar por volta das 15h30. Fora dessa faixa, o fenômeno será parcial e poderá ser apreciado, por exemplo, de pontos de França, Canadá, Estados Unidos e África Ocidental. Na capital da Islândia, Reykjavik, os óculos que permitem observar o fenômeno sem prejudicar a visão estão esgotados há dias. O país nórdico, de 400 mil habitantes, esperava receber até 80 mil visitantes. Uma estreita faixa de totalidade atingirá a costa mais ocidental da do país por volta das 14h44, antes que a sombra da Lua avance rapidamente para leste. Na Espanha, o espetáculo será rápido, já que a fase de totalidade —quando a Lua oculta completamente o Sol— vai durar menos de dois minutos, no máximo, em algumas áreas. O ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, afirmou que 25 mil policiais foram mobilizados para garantir a segurança durante a observação do eclipse. Cerca de cem aviões e helicópteros também devem ser utilizados. Ele pediu aos cidadãos que acompanhassem o eclipse nos pontos de observação organizados pelo país e que respeitassem as restrições impostas em alguns parques. "Não podemos esquecer que o risco de incêndios florestais é muito alto, extremo devido às altas temperaturas", disse ele. A Península Ibérica presenciou seu último eclipse solar total em 1912. A região verá outro em 2 de agosto de 2027 e um eclipse anular em janeiro de 2028. O fenômeno oferece aos cientistas uma oportunidade de estudar a atmosfera do Sol e sua camada mais externa, com a esperança de se aproximar dos segredos dos ventos solares e do campo magnético da estrela. A Nasa planeja enviar uma aeronave WB-57 a partir da Islândia para acompanhar a sombra da Lua. Equipes financiadas pela agência americana lançarão balões para estudar como a escuridão e o resfriamento repentinos afetam a baixa atmosfera. E no Brasil? Em 6 de fevereiro do ano que vem, os brasileiros poderão ver um eclipse solar anular. Na verdade, a visualização total do anel de fogo será possível a partir dos mares brasileiros. Mas quem estiver em terra, especialmente nas regiões Sul, Sudeste e em partes do Nordeste, conseguirá acompanhar um eclipse solar parcial, com mais de 70% do Sol encoberto. Em outras áreas do país, o percentual será menor. E, mais próximo ainda, um eclipse lunar parcial será visível em todo o Brasil na noite de 27 e madrugada de 28 de agosto deste ano. Esse tipo de eclipse ocorre quando a Terra está entre o Sol e a Lua. Isso faz com que a luz solar não atinja a superfície lunar, criando um episódio conhecido como "Lua de sangue", devido aos tons alaranjados que pintam nosso satélite natural nessa ocasião.
Veja fotos do eclipse solar desta quarta-feira (12)
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