O Congresso Nacional aprovou nesta quinta-feira (3) a MP (medida provisória) que acaba com o imposto de importação conhecido como taxa das blusinhas. A aprovação representa uma vitória para o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a cerca de um mês das eleições de outubro. A decisão é uma medida criticada por representantes da indústria e do varejo. Com a decisão, compras de até US$ 50 (R$ 255) ficam isentas da taxa, mas seguirão pagando outras tributações sobre encomendas internacionais.O QUE ERA A TAXA DAS BLUSINHAS? Era a cobrança de 20% de imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50 feitas em plataformas estrangeiras como Shein, AliExpress e Temu. A taxa entrou em vigor em agosto de 2024, após aprovação do Congresso e sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e era realizada por meio do programa Remessa Conforme. COMO FICA O IMPOSTO AGORA? Com a aprovação da MP, as compras até US$ 50 não terão mais o imposto federal, mas ainda irão pagar o ICMS, cobrado pelos estados. As compras internacionais, portanto, ainda terão tributação, mas menor do que antes. Na prática, a isenção da taxa já estava em vigor desde maio, quando foi assinada a MP. Com a aprovação pelo Congresso nesta quarta, a mudança apenas foi confirmada. O texto segue agora para sanção presidencial.AS COMPRAS VÃO FICAR MAIS BARATAS? A redução de tributos pode levar a queda de preços, mas o impacto final ao consumidor depende do que as empresas definirem para suas políticas de preço e competição. Antes, uma compra internacional de US$ 40 (R$ 204) pagava: 20% de imposto federal ICMS estadual, que varia de 17% a 20% Agora, o imposto federal deixa de existir nessa faixa. O consumidor continuará pagando apenas o ICMS. Por exemplo, para consumidores de São Paulo —estado que cobra atualmente 20% de ICMS sobre compras internacionais— uma blusa de R$ 100 que antes podia chegar perto de R$ 144 com impostos e taxas pode cair para cerca de R$ 120. QUAIS COMPRAS FICAM ISENTAS? Compras internacionais de até US$ 50 feitas no sistema simplificado de remessas internacionais. Compras acima desse valor continuarão pagando 60% de imposto federal e ICMS estadual. O texto aprovado pelo Congresso manteve como responsabilidade do Ministério da Fazenda a definição de reduções de taxas para remessas nessa faixa de preços.
Veja como ficam as compras internacionais com o fim da taxa das blusinhas
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