Veigh se despede da era 'Eu Venci o Mundo' e reflete sobre trajet�ria no trap

Veigh se despede da era 'Eu Venci o Mundo' e reflete sobre trajet�ria no trap

Aos 25 anos Veigh é um dos principais nomes do trap brasileiro e foi um dos responsáveis pela transformação do gênero que deixou as margens da indústria para disputar o centro da música nacional. Mas foi com "Eu Venci o Mundo" que o cantor começou a dimensionar o espaço que havia conquistado. Quando lançado, o álbum chegou à marca dos dez milhões de streams após dez dias no ar, além de ter contado com 15 das 16 faixas no Top 50 do Spotify Brasil. O rapper transforma o fim deste capítulo em "EVOM – A Última Dança", audiovisual lançado no último domingo (13), que marca a despedida do projeto. "Eu nunca me enxerguei como uma pessoa da forma que os outros me enxergam. Cada passo que eu dou na minha vida, na carreira, eu sinto que entendo um pouquinho mais a minha importância", afirma o cantor. Mas vencer o mundo, para ele, não significa que os problemas ficaram para trás. No álbum, Veigh também fala sobre o outro lado da fama, como na faixa "Artista Genérico", em que o cantor canta sobre as críticas que acompanham sua ascensão e questiona a tentativa de reduzir sua trajetória a uma fórmula repetida. "Os problemas ainda existem, só que de formas diferentes. Às vezes eu tô viajando longe de casa, faço show, volto, vou pra outro e fico sem comer. Mesmo sendo um artista considerado grande hoje em dia, eu vejo e falo: ‘Caramba, realmente não é pra qualquer um’. Tem que querer mesmo, tem que gostar mesmo", afirma. Nascido em Itapevi, na Grande São Paulo, Veigh começou a rimar ainda na escola. E, antes de se tornar um dos nomes do trap nacional, foi no funk que encontrou sua primeira porta de entrada para a música. O cantor acredita que o trap encontrou nos mais jovens um público que não consome só as canções, mas todo o universo ao redor delas. "O trap envolve bastante coisas que hoje o jovem tá ligado. A roupa, o estilo que a pessoa fala, o que ela mostra, a estética, desde foto até o clipe que a pessoa lança. A rapaziada sempre tá buscando algo novo, acho que o trap é esse combo aí, essa mistura de coisas." A ambição e o foco de Veigh agora também apontam para fora do Brasil. Depois de já ter se apresentado na Europa e nos Estados Unidos, o rapper quer chegar a outros públicos: "Tenho muita vontade de ir pra Angola, que é um país que me consome muito também. Qualquer lugar da África que eu fizer um show vai ser muito legal", afirma.

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