O documentário "Tudo Pode Ser Visto", do estúdio A24, sobre Elizabeth Holmes, fundadora da empresa de tecnologia de saúde Theranos e condenada por fraude, ultrapassou US$ 80 milhões em bilheteria na América do Norte após quatro fins de semana em cartaz. A produção, dirigida por Nathan Fielder e Lance Oppenheim, arrecadou US$ 8,8 milhões neste fim de semana, em 2.473 salas, e caminha para superar a marca de US$ 100 milhões no mercado interno. Com o resultado, o longa se tornou o segundo documentário não musical de maior bilheteria da história na América do Norte, atrás de "Fahrenheit 11 de Setembro", de 2004, de Michael Moore, que arrecadou US$ 119 milhões. O filme, que encerrou a 50ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, chega aos cinemas brasileiros em 26 de novembro. Com quase três horas de duração, o documentário acompanha a história de Holmes, que fundou a Theranos com a promessa de revolucionar os exames de saúde. A empresa dizia ter desenvolvido uma tecnologia capaz de identificar cerca de 200 doenças a partir de pequenas amostras de sangue, permitindo diagnósticos precoces e tratamentos mais rápidos. A promessa despertou o interesse da imprensa e do mercado americano. Entre 2013 e 2015, revistas estamparam Holmes em suas capas e a apresentaram como uma espécie de novo Steve Jobs. Investidores chegaram a aportar cerca de US$ 125 milhões na companhia, que alcançou uma avaliação de US$ 9 bilhões. A tecnologia, porém, não funcionava como anunciado. Investigações jornalísticas expuseram as irregularidades da empresa, que perdeu quase todo o seu valor e acabou declarando falência. Holmes foi condenada por fraude contra investidores e recebeu uma pena de 11 anos de prisão. A produção de Fielder e Oppenheim começa nos 34 dias que antecederam a apresentação de Holmes para cumprir a sentença, mas se estende por um período de três anos. As filmagens foram feitas em segredo, com uma equipe reduzida, para preservar a rotina e registrar os acontecimentos sem interferências. Com orçamento de produção estimado em US$ 7 milhões, "Tudo Pode Ser Visto" se mostra como um dos negócios mais rentáveis da A24. O longa já representa o terceiro maior lançamento doméstico da história do estúdio independente. Com US$ 80 milhões arrecadados, bateu "Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo", de 2022, que fez US$ 77 milhões, e fica atrás apenas de "Backrooms", lançado neste ano, com US$ 197 milhões, e "Marty Supreme", de 2025, com US$ 96 milhões.
'Tudo Pode Ser Visto' � o segundo document�rio de maior bilheteria na Am�rica do Norte
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