TSE abre investiga��o sobre rede de collabs ligada a Fl�vio Bolsonaro no Instagram

TSE abre investiga��o sobre rede de collabs ligada a Fl�vio Bolsonaro no Instagram

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) passou a investigar uma rede de perfis no Instagram que, segundo uma ação apresentada pela coligação de Lula, usa publicações em collab para ampliar a circulação de conteúdo eleitoral ligado a Flávio Bolsonaro (PL). O ministro Ricardo Villas Bôas Cueva determinou que a Meta preserve os dados das contas e forneça informações que possam ajudar a identificar seus responsáveis. O caso parte de levantamento da coluna publicado na sexta (18). Estudo do Jurídico do PT e da Secretaria Nacional de Comunicação do partido identificou rede que usa publicações em coautoria no Instagram, as collabs. A ferramenta permite que uma mesma publicação apareça simultaneamente nos perfis de diferentes contas. Segundo a ação, o uso articulado do recurso poderia produzir um efeito semelhante ao impulsionamento de conteúdo, fazendo com que publicações de contas de candidatos circulem também por páginas de apoio e cheguem a usuários que não seguem os perfis oficiais —prática proibida pelo TSE desde 2024. Procurado anteriormente e agora, o PL não se manifestou. No levantamento inicial, foram identificadas 492 publicações em collab entre 15 de agosto e 7 de setembro, envolvendo 324 perfis. Entre eles, 74 eram contas oficiais de candidatos ou campanhas. Na atualização ao TSE, segundo a decisão, o universo subiu para 1.826 collabs e 492 perfis. Entre 8 e 17 de setembro, houve 1.334 publicações e 168 coautores novos. Os perfis somavam 147,3 milhões de seguidores, com sobreposição de públicos. A coligação afirma que a utilização coordenada das collabs poderia resultar em uma forma de impulsionamento sem contratação, identificação de responsável ou registro contábil. A acusação também aponta um padrão de associação entre candidaturas proporcionais e a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. O TSE, por enquanto, não concluiu que houve irregularidade. Cueva afirmou que os fatos narrados podem, em tese, se enquadrar nas hipóteses de uso indevido dos meios de comunicação social e abuso de poder econômico ou político. O ministro apenas admitiu a ação e determinou seu processamento. A Meta terá 48 horas para preservar registros de conexão, acesso, cadastro e conteúdo, incluindo metadados das collabs, identificação de autores e coautores e datas de convites e aceites, mesmo de contas indisponíveis. A empresa também deverá fornecer dados cadastrais dos titulares e administradores dos perfis indicados pela coligação, registros de IP dos últimos 90 dias e informações sobre contas que tenham administrador, telefone, e-mail ou dispositivo em comum. Os dados serão enviados sob sigilo e seu uso ficará restrito à instrução da ação. A decisão também determinou que a Meta suspenda a divulgação de links de venda mantidos nas biografias e nas publicações de perfis relacionados no processo. A ação aponta que 12 perfis, que somariam mais de 10 milhões de seguidores, divulgavam links para produtos de campanha vendidos por uma loja na Shopee chamada Bella Chic Store. A Shopee terá 48 horas para informar dados da loja e se integram seu programa de afiliados. A ação também pede informações sobre os gabinetes de Flávio Bolsonaro, Alfredo Gaspar e Mario Frias, incluindo servidores ligados à comunicação, despesas com produção audiovisual e ferramentas de inteligência artificial. Esses pedidos de produção de prova ainda serão analisados pelo TSE. Os três investigados terão cinco dias para apresentar defesa. A decisão fixou multa diária de R$ 50 mil para o descumprimento das determinações dirigidas à Meta e à Shopee. com DIEGO ALEJANDRO, JULLIA GOUVEIA e KARINA MATIAS LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.

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