Trump convida Putin para reuni�o do G20 nos EUA

Trump convida Putin para reuni�o do G20 nos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convidou o colega russo Vladimir Putin para participar da reunião anual do G20, grupo das economias mais desenvolvidas do mundo, que ocorrerá nos dias 14 e 15 de dezembro em Miami. A informação foi dada nesta quarta-feira (23) pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que entregou o convite a seu homólogo russo, Serguei Lavrov, em reunião às margens da Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Segundo Rubio, "se aceitar, Putin terá a chance de conversar com Trump". Mais cedo, o Kremlin havia dito que estava pronto para tal reunião, mas ainda não comentou o convite em si. Se a reunião ocorrer, será a segunda entre os líderes no segundo mandato do americano. Em agosto do ano passado, em um evento cheio de simbologia militar, Trump recebeu Putin para uma cúpula no Alasca. Lá Fora Receba no seu email uma seleção semanal com o que de mais importante aconteceu no mundo O republicano comprou boa parte da retórica do russo sobre a Guerra da Ucrânia, mas ao fim os esforços não deram em nada. Agora, após um ano tomado pelo conflito de Trump no Irã, o americano busca reavivar as negociações de paz. Na cúpula, o secretário lembrou que também poderá estar presente o líder chinês Xi Jinping, aliado de Putin que nesta quinta (24) visitará Trump em Washington. No mês passado, o Kremlin havia dito que Pequim estava acertando uma reunião tripartite entre eles. A pauta principal com Putin é novamente a Ucrânia. Trump chegou a anunciar um cessar-fogo nos ataques contra o sistema energético dos rivais, só para ser desmentido em Kiev e Moscou. As forças de Volodimir Zelenski empreendem uma campanha ampla de ataques contra refinarias e centros logísticos russos que trouxe desabastecimento ao segundo maior produtor de petróleo do mundo. Trump tem reiteradamente pedido para que os ucranianos escolham outros alvos, temendo que as ações levem a uma escalada ainda maior da Rússia. Agora, diz Rubio, a intenção é amarrar também uma trégua no bombardeio à produção graneleira dos dois países, que lidera o mercado mundial. Novamente, a campanha ucraniana levou a uma dobra de aposta por parte dos russos, e há o temor de inflação global de alimentos pela falta dos grãos de ambos os países. Ataques russos derrubaram a internet em 100 mil domicílios da capital ucraniana nesta terça. A Rússia disse também ter alvejado outras embarcações da Ucrânia no mar Negro. Na via inversa, os ataques de Kiev contra refinarias fizeram ao menos três províncias russas reintroduzirem restrições à venda de combustíveis. Por fim, na frente europeia dos atritos com a Rússia, a Aeronáutica polonesa mobilizou caças e defesas após um helicóptero de transporte Mi-8 russo ter entrado por 42 segundos no espaço aéreo do país. Moscou não comentou. A intrusão foi pequena, mas, segundo os militares do país-membro da Otan, serviu justamente para testar a capacidade de reação local. No ano passado, a Polônia recebeu 21 drones russos em uma ação semelhante. No caso desta quarta, o helicóptero vinha do exclave de Kaliningrado, que fica entre o país europeu e a Lituânia.

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