Trump anuncia acordo com Dinamarca para ampliar presen�a militar na Groenl�ndia

Trump anuncia acordo com Dinamarca para ampliar presen�a militar na Groenl�ndia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que chegou a um acordo com a Dinamarca para desenvolver a presença militar americana na Groenlândia ao mesmo tempo em que busca proibir adversários dos EUA de construírem bases no local. Em uma publicação ao seu estilo exagerado e com poucos detalhes na rede Truth Social, nesta sexta-feira (18), o republicano afirmou que os EUA terão "para sempre total capacidade de fazer o que for necessário na ilha para assegurar e defender a segurança da Groenlândia e dos Estados Unidos da América". A publicação diz ainda que nenhum inimigo do país poderá realizar investimentos sensíveis na ilha sem a aprovação americana e que o acordo não tem data de validade. "Sob minha orientação, trabalhamos com representantes da Dinamarca e da Groenlândia para garantir que os Estados Unidos tenham, PARA SEMPRE, total capacidade de fazer o que for necessário na ilha para assegurar e defender a segurança da Groenlândia e dos Estados Unidos da América", escreveu Trump. "Além disso, de agora em diante, nenhum adversário dos EUA poderá JAMAIS ter uma base na Groenlândia, manter presença militar na ilha ou realizar investimentos sensíveis nela sem a nossa aprovação expressa por escrito." A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederikssen, afirmou em seguida que o acordo será "bom para a Europa e bom para a Otan". A expectativa é de que o pacto seja assinado às margens da Assembleia-Geral da ONU, em Nova York, na semana que vem. Mais cedo nesta sexta, a agência de notícias Reuters noticiou que os EUA e a Groenlândia estavam próximos de um acordo que resultaria em uma maior presença militar americana na ilha, mas que ficaria muito aquém do antigo sonho de Trump de adquirir o território para os EUA. Essas declarações de Trump, nos últimos anos, de que os EUA deveriam adquirir a Groenlândia provocaram tensões entre Washington e Copenhague, ambos membros fundadores da Otan, e, de forma mais ampla, em toda a Europa. Lá Fora Receba no seu email uma seleção semanal com o que de mais importante aconteceu no mundo Em julho, durante uma reunião de cúpula da Otan e após ter diversas vezes citado seu desejo de anexar o território, o americano afirmou que a ilha "deveria ser controlada pelos EUA, não pela Dinamarca", porque, segundo ele, "a Dinamarca não gasta dinheiro para realmente ajudar a Groenlândia, mas é uma importante parte para os EUA, e está cercada por navios chineses e russos". O interesse estratégico de Washington na ilha é histórico e tem fundamentos militares: quaisquer mísseis nucleares russos voariam pelo território antes de chegar aos EUA, que já tem lá uma importante base para fazer justamente essa detecção. Mas a obsessão de Trump, suspeitam seus críticos, teria a ver com as reservas de minerais críticos, terras raras e mesmo petróleo sob a camada de gelo que está cedendo lentamente às mudanças climáticas ironicamente negadas pelo americano. O tema ficou meses encoberto pela guerra contra o Irã, para onde Trump precisou redirecionar ativos militares. Em janeiro, antes do conflito, porém, as Forças Armadas americanas chegaram a enviar caças para a base que mantêm no norte da ilha ártica. O envio foi anunciado pelo Norad (Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte, no acrônimo em inglês), entidade reúne o país e o Canadá na defesa do flanco norte das Américas. Naquele momento, o órgão fez questão de ressaltar que tal operação era rotineira e estava sendo feita em colaboração com as forças de Copenhague, citando que o governo da Groenlândia também fora avisado. Com semanas de tensão em alta, o premiê groenlandês, Jens-Frederik Nielsen, afirmou que não poderia descartar completamente uma invasão americana. Ele ponderou que a ação era "improvável", mas o governo local pediu para que todos os 57 mil moradores se preparassem para ter cinco dias de mantimentos em casa. Ainda sem detalhes, o acordo anunciado por Trump nesta sexta parece por fim à tensão construída pelo americano.

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