Brasília O TCDF (Tribunal de Contas do Distrito Federal) determinou nesta quarta-feira (23), de forma cautelar, o bloqueio de bens do ex-presidente do BRB (Banco de Brasília), Paulo Henrique Costa, e de mais quatro ex-dirigentes da instituição pelas operações fraudulentas com o Banco Master, de Daniel Vorcaro. O bloqueio fica limitado provisoriamente ao montante global e não cumulativo de R$ 2,76 bilhões, pelo prazo de um ano, e atinge o ex-diretor de finanças e controladoria Dario Oswaldo Garcia Júnior, o ex-presidente do Conselho de Administração Marcelo Talarico, o ex-superintendente de Operações Financeiras Robério Cesar Bonfim Mangueira e o ex-gerente de Operações de Tesouraria e de Fusões e Aquisições Wily da Silva Leão, além de Paulo Henrique, que está em prisão preventiva. "A medida tem por objetivo resguardar eventual ressarcimento aos cofres públicos diante de indícios apontados em apurações relacionadas a operações conduzidas pela instituição financeira", disse o TCDF em nota. Fachada da sede do BRB (Banco de Brasília) - Gabriela Biló - 4.abr.25/Folhapress A corte do DF ordenou também a conversão do processo em Tomada de Contas Especial, instrumento destinado à apuração de responsabilidades e de possíveis danos ao patrimônio público. Determinou ainda o encaminhamento, em até 24 horas, do relatório de auditoria independente realizada no BRB. O Tribunal de Contas do DF também vai analisar a participação de outros executivos do BRB no caso e avaliar a extensão proporcional de bloqueio de bens, conforme a responsabilização. Nesse caso, são citados os funcionários João Pedro Leite Nunes, Luana de Andrade Ribeiro, Jacques Maurício Ferreira Veloso de Melo e outros membros da diretoria colegiada do banco. Como mostrou a Folha, o BRB afastou cinco empregados, incluindo dois ex-diretores, como consequência de investigações relacionadas ao Master. Foi o primeiro afastamento decorrente da apuração interna sobre as operações do banco estatal com Vorcaro. A lista inclui Dario Oswaldo Garcia Júnior, que já havia sido desligado da diretoria e deslocado para uma agência bancária do BRB após a operação que liquidou o Master. O BRB enfrenta uma crise de capital e de liquidez após a compra de R$ 12,2 bilhões em carteiras fraudulentas do Banco Master. Segundo as investigações, apenas uma parcela desse prejuízo foi recuperada. O banco estima que o valor necessário para provisionamento (reserva financeira) para cobrir o rombo é de R$ 8,8 bilhões, mas o montante pode ser ainda maior.
Tribunal de Contas do DF determina bloqueio de bens de ex-dirigentes do BRB por caso Master
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