A presidência brasileira da COP30, cúpula das Nações Unidas sobre mudança climática realizada em Belém (PA), no ano passado, publicou nesta terça-feira (3) documentos para ajudar o mundo a fazer a transição dos combustíveis fósseis e zerar o desmatamento. Os chamados mapas do caminho foram uma promessa feita ao final do evento, em novembro. O roteiro para a transição global da energia suja sugere um cronograma que se iniciaria em 2027, mapeando as necessidades de cada país, criando incentivos fiscais e focando o combate às emissões de metano. Entre 2028 e 2030, o foco seria expandir o acesso à distribuição e produção de energia de baixa emissão. Com isso, até 2033, haveria a diversificação da oferta mundial de energia e o fortalecimento da segurança energética. O plano não nomeia países, nem estabelece metas individuais. Reforça, porém, o conceito adotado no Acordo de Paris de que aqueles que enriqueceram produzindo carbono ao longo da história devem ser os primeiros a mudar sua matriz energética. No caso do mapa para acabar com o desmatamento e a degradação florestal, o documento afirma que a proteção da natureza requer mais do que políticas puramente ambientais. Depende de redirecionar incentivos financeiros e fluxos de capital para atividades econômicas que preservem a floresta. Para isso, o texto ressalta que o financiamento para florestas precisa mais do que triplicar até 2030: os US$ 84,5 bilhões alcançados em 2023 precisam subir para US$ 300 bilhões anuais ao fim desta década. Esse desequilíbrio pesa na conta dos países em desenvolvimento, que abrigam a maior parte das florestas tropicais, cuja conservação gera benefícios globais.
Transi��o global da energia suja precisa estar em curso at� 2033, diz chefia da COP30
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