Trabalhadores dos Correios de SP decidem encerrar greve

Trabalhadores dos Correios de SP decidem encerrar greve

Os trabalhadores dos Correios de São Paulo decidiram em assembleia realizada na noite desta quinta-feira (24) encerrar a greve que começou no dia 10 de setembro. A informação foi confirmada pelo Sintect-SP (Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios Telegráfos e Similares de São Paulo). O sindicato afirmou que o retorno ao trabalho será feito de forma imediata, ou seja, a categoria volta a trabalhar normalmente nesta sexta-feira (25). A decisão foi tomada por votação realizada durante o encontro formal da categoria. As principais motivações da paralisação eram recomposição salarial, manutenção de benefícios e, assim como a greve da Caixa, reivindicação de melhoria no plano de saúde. Segundo o Sintect-SP, a decisão pelo fim da greve também deve ser feita pelos sindicatos da categoria de outros estados. Na tarde desta quinta-feira, o TST (Tribunal Superior do Trabalho) julgou o dissídio coletivo do setor e determinou que o movimento de greve não foi abusivo e autorizou a compensação das horas não trabalhadas. A atuação da Justiça ocorreu após os Correios solicitarem a declaração de abusividade do movimento e a aplicação de multa de R$ 100 mil às entidades representativas dos trabalhadores. Em transmissão ao vivo pelo Facebook, o sindicato paulista orientou a categoria a não iniciar qualquer reposição sem uma negociação formal prévia. O vice-presidente do sindicato, Rogério Bueno, ressaltou que "ainda não há termos ou critérios definidos para a compensação". A expectativa é de que a diretoria e as federações definam os próximos passos conjuntamente. A paralisação ocorre em meio à crise financeira dos Correios. A empresa registrou prejuízo de R$ 2,4 bilhões no segundo trimestre e formalizou pedido de garantia do Tesouro Nacional para contratar um novo empréstimo de R$ 7 bilhões com bancos privados, como parte de seu plano de reestruturação financeira. A greve foi aprovada por tempo indeterminado após trabalhadores rejeitarem a proposta apresentada pela empresa nas negociações do acordo coletivo. Segundo a Findect (Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e das Empresas de Comunicações), 35 assembleias aprovaram a paralisação. O principal ponto de divergência nas negociações é o plano de saúde dos funcionários, aposentados e dependentes.

Original Source

Read the full article at Www1 →

KhanList aggregates and links to publicly available news content. We do not host full articles from third-party sources. Always verify important information with original sources.