The New York Times v� assinaturas desacelerarem em meio a queda no tr�fego via Google

The New York Times v� assinaturas desacelerarem em meio a queda no tr�fego via Google

O jornal The New York Times registrou uma desaceleração na entrada de assinantes digitais no segundo trimestre apesar de um ciclo intenso de notícias, que incluiu a guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã e a Copa do Mundo da Fifa. O resultado preocupou investidores, que derrubaram as ações da empresa em mais de 13% na quarta-feira (5). O jornal acrescentou cerca de 280 mil assinantes exclusivamente digitais no segundo trimestre, abaixo da estimativa de 295,3 mil da Visible Alpha e dos 310 mil registrados no trimestre anterior. O número total de assinantes agora é de 13,35 milhões de pessoas. Os resultados mostram que a queda no tráfego de buscas e de referências vindas do Google prejudica o periódico, há muito considerado uma referência no mercado editorial digital devido ao sucesso na construção de um vasto negócio de assinaturas em torno de conteúdo jornalístico e de estilo de vida. "Divulgamos os resultados do segundo trimestre em meio a um ecossistema de informação em rápida transformação, moldado por um pequeno número de grandes empresas de tecnologia, cujas decisões continuam reduzindo o tráfego para os veículos de comunicação", disse a CEO Meredith Kopit Levien em teleconferência após a divulgação dos resultados. "O Times não está imune a esse impacto", afirmou. A empresa tem como meta alcançar 15 milhões de assinantes até o fim do próximo ano, o que exigiria a adição média de 275 mil assinantes por trimestre ao longo dos próximos seis trimestres. O crescimento mais lento no número de assinantes no segundo trimestre ocorreu mesmo após a empresa liberar o acesso a toda a cobertura da Copa do Mundo no The Athletic e lançar novos formatos de cobertura, ajudando o site esportivo a atrair o "maior público de todos os tempos", segundo o jornal. Folha Mercado Receba no seu email o que de mais importante acontece na economia; aberta para não assinantes. O New York Times também afirmou esperar que o crescimento da receita com assinaturas exclusivamente digitais desacelere para uma faixa entre 12% e 15% no terceiro trimestre, cujo ponto médio ficou abaixo da estimativa de 14,2%. Olhando adiante, Meredith Kopit Levien disse esperar que os avanços na cobertura esportiva impulsionem o sucesso durante a temporada da NFL, liga de futebol americano. Reiterou que o vídeo representa uma "oportunidade de longo prazo", embora até agora tenha desempenhado um papel relativamente pequeno no crescimento da publicidade. O principal aplicativo do The New York Times conta com um feed vertical de vídeos, semelhante ao TikTok, na aba Watch, complementado por uma seção Shows, que oferece as séries em vídeo mais longas e episódicas da empresa para exibição sob demanda. A receita total com publicidade cresceu 11,3%, para US$ 149,1 milhões (R$ 763 milhões), superando a estimativa de US$ 146,4 milhões (R$ 749 milhões).

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