São Paulo | Reuters A câmara do TCU (Tribunal de Contas da União) dedicada a soluções consensuais decidiu encerrar as negociações sobre um acordo que permitiria flexibilizar o funcionamento de usinas termelétricas da Eneva, disseram fontes envolvidas no processo à Reuters. A desistência, pactuada na tarde de terça-feira (22), ocorre após a diretoria da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) ter rejeitado dar seu aval à potencial mudança nos contratos das usinas da Eneva. Turbinas eólicas são vistas nas instalações da empresa de geração de energia Eneva em Barra dos Coqueiros, Aracaju - Marta Nogueira/Reuters A Eneva vinha discutindo com o MME (Ministério de Minas e Energia), com mediação do TCU, uma mudança contratual para flexibilizar o despacho de três projetos: UTE Maranhão III, UTE MC2 Nova Venécia 2 e UTE Azulão II e IV, que somam 1,2 GW (gigawatt) de potência. A ideia é que, em vez de funcionarem compulsoriamente o tempo todo, essas usinas pudessem ser acionadas apenas quando o sistema elétrico realmente precisar. Essa mudança poderia representar uma economia bilionária aos consumidores de energia, segundo cálculos da CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) apresentados pela Eneva. C-Level Uma newsletter com informações exclusivas para quem precisa tomar decisõesApesar da vantagem apontada pela empresa em sua proposta, a Aneel entendeu que não seria possível, nesse momento, comprovar os benefícios aos consumidores no longo prazo, o que aumentava a incerteza sobre o acordo, disse uma das fontes. Procurada, a Eneva não comentou imediatamente. Já o TCU disse que o processo, que é sigiloso, ainda estava em andamento e não havia informações públicas disponíveis.
TCU encerra negocia��es para acordo sobre termel�tricas da Eneva, diz ag�ncia
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