Metade das prefeituras do Brasil ainda não estruturaram a cobrança de tratamento de lixo separadamente da de demais tributos, como é exigido na Política Nacional de Resíduos Sólidos, lei sancionada em 2010. Segundo estudo da consultoria de infraestrutura Una Partners, se a cobrança for feita via contas de saneamento básico, o valor cai em pelo menos 25%. A consultoria diz que essa queda se deve ao fato de que, ao atrelar a cobrança do resíduo sólido à conta de água e esgoto, a inadimplência e os custos de cobrança caem. "A eficiência na arrecadação é decisiva para conciliar sustentabilidade financeira dos sistemas de resíduos sólidos e modicidade tarifária, ou seja, sem custar tanto para o usuário", diz Daniel Keller, sócio-diretor da Una Partners. Como exemplos de cidades que já adotaram o modelo, Keller cita os municípios paulistas de Guarulhos e Araraquara. Ele afirma que outra vantagem de atrelar a cobrança às contas de saneamento é a diminuição do efeito "pain of payment" ou, em português, "dor do pagamento". Ou seja, por ser mais fácil e simples pagar tudo junto, o cidadão tem "menor experiência negativa". "Assim, o cofaturamento funciona bem ao combinar eficiência na cobrança e redução dos custos comerciais com impacto contido na população, criando condições para uma prestação de serviços sustentável", diz Keller. LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.
Taxa de lixo deveria ser 25% menor na metade das cidades, diz consultoria
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