SP confirma sete novos casos de sarampo em menos de uma semana e total sobe para 23

SP confirma sete novos casos de sarampo em menos de uma semana e total sobe para 23

Os casos confirmados de sarampo no estado de São Paulo aumentaram para 23. A informação é da Secretaria Estadual da Saúde. Em menos de uma semana, a capital registrou sete novas infecções. Durante todo o ano passado houve dois casos em território paulista. Dos registros, dois são importados e os demais estão relacionados à importação, embora ainda não tenha sido identificada a fonte de contágio. Dos infectados, 16 não possuem histórico de vacinação ou estão com o esquema incompleto. O retorno da doença em 2026 nos municípios de São Paulo, São Bernardo do Campo, no ABC, e Guarulhos, na região metropolitana, levou o Ministério da Saúde a recomendar a vacinação para toda a população de 6 meses a 59 anos nas três cidades. Essa orientação é válida mesmo para quem já foi imunizado. Bebês de 6 meses a 11 meses e 29 dias das três cidades devem receber a dose zero, que não substitui as previstas no Calendário Nacional de Vacinação. A Secretaria Estadual da Saúde enviou, na tarde desta quinta-feira (6), 150 mil novas doses da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) para a capital paulista e 80 mil para São Bernardo do Campo, no ABC. Segundo a secretaria, todos os municípios estão abastecidos. O sarampo é uma doença de transmissão respiratória causada por um vírus. Os sintomas mais comuns são febre alta, manchas vermelhas pelo corpo (exantemas), conjuntivite, coriza, mal-estar e tosse seca. A transmissão se dá de pessoa a pessoa, por via aérea, ao tossir, espirrar, falar ou respirar. Não existe tratamento específico para o sarampo, apenas dos sintomas com o objetivo de reduzir o desconforto. As complicações mais sérias da doença são pneumonia, infecção no ouvido, encefalite e morte. Menores de 5 anos (em especial, abaixo de 1 ano) e imunodeprimidos correm maior risco. Quem deve se vacinar contra o sarampo Em São Paulo, São Bernardo do Campo e Guarulhos Dose zero: crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias. Qualquer pessoa de 6 meses a 59 anos, independentemente do histórico vacinal (a partir de 3 de agosto). Rotina - demais municípios brasileiros O esquema vacinal recomendado pelo Ministério da Saúde prevê duas doses: a primeira aos 12 meses, com a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), e a segunda aos 15 meses, com a tetraviral (que inclui varicela). Pessoas de 1 a 29 anos devem ter duas doses da tríplice viral, enquanto adultos de 30 a 59 anos devem ter pelo menos uma. Profissionais de saúde precisam comprovar duas doses independentemente da idade. Cuide-se Ciência, hábitos e prevenção numa newsletter para a sua saúde e bem-estar A vacina contra o sarampo é segura e eficaz. Está contraindicada a imunossuprimidos e bebês menores de 6 meses. Pessoas com alergia a algum componente da vacina ou que já tiveram reação adversa devem buscar orientação na unidade de saúde. Gestantes não devem tomá-la. O imunizante é composto por vírus vivo atenuado, o que representa um risco durante a gravidez. Já as lactantes podem receber a vacina normalmente. A amamentação não precisa ser interrompida, pois o imunizante não oferece riscos ao bebê. A vacina está disponível gratuitamente em todas as UBSs (Unidades Básicas de Saúde) nos 645 municípios do estado de São Paulo.

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