SP-Arte Rotas quer juntar os extremos, com obras de milhares at� as de milh�es

SP-Arte Rotas quer juntar os extremos, com obras de milhares at� as de milh�es

Todo ano, o mercado de arte pesa as moedas no bolso. Nenhuma galeria importante no cenário nacional deixa de estar presente na SP-Arte, a maior feira da América do Sul, mas a situação é diferente, em termos de estratégia, na época da SP-Arte Rotas, irmã menor do megaevento, que acontece na semana que vem, na Arca, em São Paulo. Desta vez, os valores em cena dão uma ideia do drama —enquanto a Karandash, de Maceió, tem obras de Maria Amélia Vieira à venda por R$ 1.300, a paulistana Superfície, que em breve abre um novo espaço na Vila Madalena, tem talvez a obra mais cara da feira, uma pintura da modernista Maria Leontina, um dos maiores nomes da abstração geométrica no país, avaliada em R$ 1,75 milhão. No patamar mais alto de preços, há ainda um trabalho de Adriana Varejão, que agora representa o país na Bienal de Veneza, na Itália, à venda por R$ 1,65 milhão na Flexa, do Rio de Janeiro. Também na Superfície, há uma tela de Leonilson de R$ 1,2 milhão. A Marco Zero, do Recife, vende uma escultura de Tunga por R$ 800 mil, e a paulistana Frente, que dedica o espaço a Arcangelo Ianelli tem uma pintura do artista de R$ 600 mil. Mesmo que chamem a atenção, nomes consagrados não dominam os holofotes na SP-Arte Rotas, uma feira que se propõe mais como arena de descobertas de novos artistas —a questão para os galeristas é fazer a conta fechar, daí a mistura de medalhões a nomes frescos. NOVOS NA PRAÇA Os artistas Romildo Rocha, do Maranhão, e Zé di Cabeça, da Bahia, acabam de entrar para o time de nomes representados pela Galatea, com espaços em São Paulo e Salvador, e têm seus trabalhos à venda na feira, com valores de R$ 20 mil a R$ 100 mil. LINHA DE FRENTE Um dos maiores espaços desta feira, da paulistana Luis Maluf, tem obras de Giulia Bianchi, Fernanda Pompermayer, Karola Braga e Shizue Sakamoto. A também paulistana Lume, junto da carioca Silvia Cintra, dedica todo o seu espaço a desenhos de Nazareno. BAILE DE MÁSCARAS Numa das seleções mais interessantes da feira, a paulistana Gomide&Co mostra uma série de máscaras africanas do início do século passado, vindas de países como Camarões, Costa do Marfim, Mali e Tanzânia, avaliadas por até R$ 35 mil. Elas estão juntas de telas do artista de origem romena Nicolai Dragos, conhecido por obras de raízes surrealistas, todas à venda na faixa de R$ 80 mil a R$ 100 mil. Outro surrealista histórico, Sérgio Lima tem uma série de seus trabalhos levada à feira pelas galerias Orma, de Milão, e MaPa, de São Paulo. Suas telas aparecem na feira ao lado de obras novíssimas de Luciano Maia, artista contemporâneo também inspirado pela vanguarda que marcou o século 20 e parece estar mais em alta do que nunca no mercado. EM ALTA Artistas em grandes mostras do momento também aparecem. O argentino Matías Duville, que representa seu país na Bienal de Veneza, está na Casa Triângulo. O peruano Santiago Yahuarcani, com retrospectiva no Masp, está na Flexa. La Chola Poblete, argentina com mostra recente no Masp, está na Barro, de Buenos Aires. Nádia Taquary, que esteve na última Bienal de São Paulo, está na Paulo Darzé, de Salvador. EM PARALELO Nomes escalados para o próximo Panorama da Arte Brasileira, no mês que vem no Museu de Arte Moderna de São Paulo, têm trabalhos à venda na feira —Chacha Barja, Kuenan Mayu e Rayana Rayo, na Marco Zero; Rafael Chavez, na Casa Triângulo; Jota Mombaça, na Martins&Montero; Helô Sanvoy, na Cerrado, entre outros. LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.

Original Source

Read the full article at Www1 →

KhanList aggregates and links to publicly available news content. We do not host full articles from third-party sources. Always verify important information with original sources.