São Paulo | Reuters A Shopee anunciou nesta terça-feira (27) que abriu mais quatro centros de distribuição no Brasil, consolidando um movimento de expansão logística que aumentou a capacidade de processamento de pedidos no país em 60% no último ano. A plataforma de ecommerce da Sea, empresa de Singapura, inaugurou centros em Recife, Rio de Janeiro, Vitória e Blumenau (SC), enquanto triplicou a área operacional de seu centro em Piracicaba (SP). As inaugurações levam o total de centros de distribuição da Shopee no Brasil a 30, contra 16 há um ano. São 25 unidades no modelo de passagem "cross-docking", incluindo as quatro novas e o complexo em Piracicaba, e cinco centros "fulfillment", em que a companhia também estoca produtos de vendedores. Fachada de escritório da Shopee em Singapura - Thomas White - 17.jan.18/Reuters A Shopee entrou no Brasil em 2020 e, atualmente, é uma das principais empresas de comércio eletrônico no Brasil, disputando o mercado principalmente com Amazon e Mercado Livre. A companhia afirma ter mais de 3 milhões de vendedores locais em sua plataforma. A companhia disse que as novas quatro unidades, mais a expansão em Piracicaba, adicionaram capacidade de processamento de 2,4 milhões de pedidos por dia. A empresa não diz qual é sua capacidade total em produtos no Brasil. Mas, para base de comparação, afirma que vendeu mais de 20 milhões de itens no último 11 de novembro, o 11/11, principal data promocional da companhia no país, acima inclusive da Black Friday. Para este ano, a Shopee disse que prepara R$ 25 milhões em cupons de desconto no 11/11, contra R$ 20 milhões no ano passado, e R$ 23 milhões para a sexta-feira de Black Friday, em relação a R$ 16 milhões em 2025."Estamos muito focados em crescer nossa capacidade agora para atender esse aumento expressivo de demanda do final do ano", disse o diretor de logística e estratégia da Shopee, Tiago Freddi, durante evento da empresa em seu centro de distribuição em Franco da Rocha (SP). REGULAÇÃO SOBRE MEDICAMENTOS A Shopee vai esperar a conclusão de regulamentação pela Anvisa antes de liberar farmácias para vender medicamentos em sua plataforma, disse o diretor de desenvolvimento de negócios e operações de fulfillment, Felipe Lima. "A gente tem acompanhado muito a regulamentação, inclusive, em discussões com a Anvisa, e nós entendemos que a gente precisa ainda ter mais clareza quanto a essa legislação antes de fazer algum movimento," disse. O Mercado Livre iniciou no último mês a venda de medicamentos no país, tanto por sua farmácia própria quanto por farmácias terceiras. C-Level Uma newsletter com informações exclusivas para quem precisa tomar decisõesUma lei aprovada pelo Congresso e sancionada neste ano autorizou a venda de medicamentos em marketplaces. A Anvisa, porém, ainda prepara uma regulamentação própria sobre o assunto. No caso da Shopee, que não tem uma operação própria de varejo —o chamado 1P—, a eventual venda de remédios seria apenas por meio de farmácias terceiras, disse Felipe Piringer, diretor de marketing. Atualmente, mais de 40 redes de farmácias já vendem outros produtos, como cosméticos, na Shopee. Lima disse que o entendimento da Shopee é de que os medicamentos precisarão ser direcionados diretamente da farmácia ao consumidor, o que a empresa poderia atender através de sua operação Turbo, lançada em agosto em São Paulo e que promete entregas em até 4 horas.
Shopee eleva capacidade no Brasil em 60% em um ano e aguarda Anvisa para vender medicamentos
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