Ser� uma �tima empresa, diz Trump sobre a fus�o entre Paramount e Warner

Ser� uma �tima empresa, diz Trump sobre a fus�o entre Paramount e Warner

Washington |RFI O presidente dos EUA, Donald Trump, disse estar satisfeito com o anúncio da conclusão da compra da Warner Bros. Discovery pela Paramount por US$ 110 bilhões (R$ 547,19 bilhões) nessa terça-feira (6). Questionado na Casa Branca sobre a transação, Trump disse que estava sendo informado naquele momento sobre o desfecho na Suprema Corte e a liberação para a finalização do negócio. "Você está me dizendo isso agora. Estou feliz. Vai ser uma ótima empresa, com pessoas fantásticas", afirmou. Donald Trump, presidente dos EUA, gesticula durante entrevista coletiva na Casa Branca - Alex Wroblewski - 06.out.26/AFP O negócio cria um dos maiores conglomerados de mídia e entretenimento dos EUA. A empresa resultado dessa fusão será chamada de Skydance e ficará com os históricos estúdios Paramount Pictures e Warner Bros., responsáveis por algumas das maiores produções de Hollywood. O grupo também reúne os serviços de streaming Paramount+ e HBO Max, canais de televisão por assinatura e duas das principais redes de notícias do país: CNN e CBS News. À frente do novo conglomerado está David Ellison, fundador da Skydance e filho do bilionário Larry Ellison, cofundador da gigante de tecnologia Oracle. Larry Ellison é apoiador e aliado de Trump e teve papel financeiro importante na operação. A proximidade da família Ellison com o presidente aumentou a atenção sobre o futuro das duas redes de notícias.Na terça-feira, David Ellison afirmou que CNN e CBS News terão "completa" independência editorial e disse que a direção da companhia não vai interferir na cobertura jornalística. Ele também afirmou que não discutiu conteúdo de notícias com Trump ou com líderes de outros partidos. Trump, por sua vez, já havia afirmado que não interferiria na disputa pela Warner. Em fevereiro, quando Paramount e Netflix ainda competiam pelo controle da empresa, o presidente disse que deixaria a análise do negócio a cargo do Departamento de Justiça. A nova companhia começa com um desafio financeiro significativo: cerca de US$ 80 bilhões em dívidas. C-Level Uma newsletter com informações exclusivas para quem precisa tomar decisõesSUPREMA CORTE REJEITA TENTATIVA DE BLOQUEAR NEGÓCIO A conclusão da fusão ocorreu depois que a Suprema Corte rejeitou um pedido emergencial apresentado por cinco consumidores que tentavam suspender a operação, sob o argumento de que a concentração poderia prejudicar a concorrência.A decisão não significa que a mais alta corte americana tenha julgado o mérito da fusão ou declarado o negócio legal. A tentativa era impedir que a transação fosse concluída enquanto a disputa judicial continuava. Sem o bloqueio, as empresas puderam finalizar a operação e o processo dos consumidores segue nas instâncias inferiores.A fusão também havia sido contestada por uma coalizão de 12 estados americanos com base nas leis antitruste. A disputa terminou em acordo. Entre as condições aceitas pela Paramount estão o compromisso de lançar pelo menos 30 filmes por ano nos cinemas americanos durante os próximos cinco anos e ampliar em US$ 300 milhões anuais os investimentos em produções nos Estados Unidos.

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