A cidade de São Paulo e os municípios de sua região metropolitana iniciam a primeira semana de agosto com tempo firme, calor nas tardes e forte sensação de secura, segundo o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas) da Prefeitura de São Paulo. Não há qualquer previsão de chuva. Um bloqueio atmosférico impedirá a chegada de instabilidades. O paulistano enfrentará grande amplitude térmica, que é a diferença acentuada entre a temperatura mínima da madrugada e a máxima do meio do dia. Os índices de umidade do ar devem descer a níveis críticos nas horas mais quentes. Nesta segunda-feira (3), o cenário é de forte estiagem. O dia amanhece com poucas nuvens e termômetros na casa dos 14°C. O sol passa a predominar ainda pela manhã, acelerando o aquecimento e levando a temperatura máxima aos 27°C nas primeiras horas da tarde. A umidade relativa do ar despenca para a marca dos 33%, patamar que exige atenção com a hidratação. À noite, a névoa seca persiste e o vento fraco de nordeste ajuda a manter a atmosfera estagnada, sem dispersão de poluentes. Na terça-feira (4), o panorama meteorológico mostra poucas alterações na Grande São Paulo. A madrugada mantém o padrão ameno, com mínima prevista de 14°C e céu encoberto por névoa úmida. Ao longo do dia, o céu limpo garante um período vespertino ensolarado e quente, com máxima que novamente toca os 27°C. Os índices de umidade seguem estacionados na casa dos 33% no pior momento do dia. O início da noite trará um aumento gradual da nebulosidade marítima, mas sem potencial para provocar garoa. Essas condições são provocadas por um sistema de alta pressão atmosférica que atua sobre o Sudeste, uma massa de ar seco que funciona como uma barreira invisível contra frentes frias. Esse fenômeno impede a formação de nuvens de chuva e empurra o ar para baixo, aquecendo-o. O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) emitiu alertas de baixa umidade para o interior paulista, onde os índices caem abaixo de 30%, elevando o risco de queimadas em áreas de pastagem e mata nativa. O litoral terá nuvens e mar calmo. Enquanto o Sudeste seca, o cenário nacional revela contrastes severos monitorados pelo Inmet. No Rio Grande do Sul, a previsão indica chuvas acima da média histórica para o mês, sob o fortalecimento do fenômeno El Niño, que consiste no aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico. O solo gaúcho saturado mantém o alerta máximo para novas cheias e transbordamentos de rios. Na outra ponta do mapa, faixas do Norte e do Nordeste entram em período de severo déficit hídrico, com forte calor e solo seco que ameaçam o potencial das lavouras de subsistência.
Semana come�a com sol, calor e ar seco na Grande S�o Paulo
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