Esta é uma edição da newsletter Folha Carreiras. Quer recebê-la às segundas-feiras no seu email? Inscreva-se abaixo: Folha Carreiras Informações semanais sobre mercado de trabalho e dicas para universitários e recém-formados alavancarem sua vida profissional Se você é ligado no universo corporativo, sabe que há novas tendências todos os dias. Nesta newsletter, te ajudamos a entendê-las e descobrir o que pode fazer sentido (ou não) para sua carreira. Na edição de hoje, exploramos a ideia de qualificações mais breves do que as tradicionais, mas que podem dar um pequeno impulso no currículo e te ajudar a conquistar uma vaga. Vivemos em um mundo de microespecializações? Ou as grandes qualificações ainda são as que contam? "Micro" o quê? "Microcredenciais" é como o público do LinkedIn designa cursos, diplomas ou outras certificações que verificam habilidades específicas e menores do que uma graduação, por exemplo. São exemplos cursos sobre o uso de IA (inteligência artificial) em determinados contextos, certificações no uso de programas e outras formações curtas que exigem crédito, mas não uma qualificação como uma pós-graduação. Por que importa? Pode ser um impulso no currículo de quem procura um emprego em uma área específica ou deseja se mostrar atualizado para o mercado. Se você busca um emprego na área de desenvolvimento em tecnologia, por exemplo, pode ser interessante procurar uma certificação em programação usando inteligência artificial. A microcredencial é uma opção interessante para certificar habilidades em um mundo que se atualiza constantemente, segundo Anthony Salcito, vice-presidente da Coursera na frente de negócios. Esse tipo de qualificação supre a necessidade de aprender algo pontual, algo que dificilmente seria incorporado a um curso universitário maior na velocidade que você talvez precise usar no dia a dia corporativo. ↳ Para o especialista, empresas estão cada vez mais inclinadas a uma contratação no formato "skills-first", isto é, um recrutamento em que garantir certas habilidades dos candidatos é cada vez mais importante. Tempo que não para. O "X" da questão é a velocidade com que as necessidades do mercado corporativo estão mudando. Por isso, as empresas procuram candidatos que possam implementar novidades. É provável que quem está ingressando no mercado esteja mais próximo do que aparece de novo na tecnologia. Atualizar-se constantemente, com o apoio de microcredenciais, pode ser uma forma de se manter "fresco" e novo no mercado de trabalho —mesmo após estar há alguns anos nele. Cérebro eletrônico. Já deu para perceber que a inteligência artificial tem tudo a ver com essa tal "aceleração das necessidades" das empresas, certo? Salcito diz que a maioria daqueles que procuram atualização está buscando especializações em IA para diferentes mercados. "Há alguns anos, nos procuravam querendo cursos de Python e outras linguagens de programação. Hoje, IA, cibersegurança (assunto que já falamos em edição da newsletter, que você encontra aqui), dados e nuvem são os temas mais procurados", explica. Pensando bem. O que fazer se todo mundo tem uma credencial em IA, como saber quem é bom? Quando perguntado se pode haver uma "inflação" de candidatos qualificados na mesma coisa, Salcito destaca que além da IA, a plataforma vê crescimento do interesse por cursos na área da filosofia e incentivo ao pensamento crítico. "Há um alinhamento forte entre a busca por cursos de IA generativa e que estimulem pensamento crítico. Os próprios alunos estão percebendo essa conexão: precisam entender a IA, pensar sobre o que vem a seguir e saber avaliar dados e decisões", afirma o VP. Segundo ele, as organizações que investem em IA estão descobrindo rapidamente que o capital humano se tornou mais importante, não menos. Para ontem ou para amanhã? Na opinião do executivo, as microcredenciais são, ao mesmo tempo, uma moda e uma tendência que veio para ficar. Por um lado, o crescimento da modalidade é uma resposta à pressão por adaptação que as empresas vêm sofrendo na era da IA. Por outro, é uma valorização do aprendizado constante, uma habilidade que o mercado corporativo sempre apreciou. "Sempre há empresas reduzindo quadro ou buscando eficiência para crescer o lucro e competir globalmente. Mas, à medida que as organizações ficam mais enxutas, contratar alguém que vai levar anos para amadurecer deixou de ser viável", afirma o executivo. Mesmo assim, Salcito destaca que a formação acadêmica, como diplomas universitários e pós-graduações, não perde força diante desse cenário. Microcredenciais são interessantes, mas o mercado não perdeu o apego pelos certificados tradicionais. Anota aí Essa dica vai para aqueles que continuam na faculdade, mas têm ideias que o mundo corporativo pode gostar. O Santander abre as inscrições para o Santander X Explorer, programa que apoia universitários no desenvolvimento de projetos em estágio inicial. As inscrições, gratuitas, vão até 20 de agosto —você pode realizá-la no site. O programa tem duração de 12 semanas, é 100% online, oferecido em português, inglês e espanhol, e está presente no Brasil, Alemanha, Argentina, Chile, Colômbia, Espanha, Estados Unidos, México, Paraguai, Peru, Portugal, Reino Unido e Uruguai. As aulas começam em setembro. Desde 2021, o programa reúne 14 mil projetos de participantes de 13 países e 300 universidades; mulheres representam cerca de 50% dos inscritos. A formação inclui validação de ideias, desenvolvimento de MVPs (produtos mínimos viáveis), estruturação de modelo de negócio e preparação para pitches a investidores. Os projetos devem estar alinhados a um dos 17 ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) da ONU. Podem participar universitários maiores de 18 anos, individualmente ou em equipes de até cinco integrantes. Os 20 melhores projetos em nível global terão acesso a plataformas de crowdfunding ao final da edição.
Saiba o que s�o 'microcredenciais' e o que elas mudam no seu curr�culo
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