O ex-ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o senador Jaques Wagner, ambos do PT, foram matematicamente eleitos neste domingo (4) para as duas cadeiras em disputa para o Senado pela Bahia. Foi o único estado em que dois petistas foram eleitos para o cargo nesta eleição. Com 95,02% das urnas apuradas, Rui Costa teve 29,82% dos votos válidos, seguido de Jaques Wagner, com 27,39%, resultado que consolidou a vitória dos dois aliados do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Na sequência, vieram o senador Angelo Coronel (Republicanos) com 20,30% e o ex-ministro João Roma (PL) com 20,19%, ambos candidatos na chapa liderada por ACM Neto (União Brasil), candidato ao governo derrotado por Jerônimo Rodrigues. Os demais candidatos eram Professora Delliana (PSOL), que teve 1,54% dos votos válidos, Marcelo Carvalho (Rede), com 0,36%, Carlos Sodré (Mobiliza), com 0,15%, Marcelo Santtana (DC) com 0,09%, Gregório Gould (UP) com 0,09% e Marcelo Millet (PCO) com 0,04%. A vitória de Jaques Wagner representa uma demonstração de força política do senador após um período de turbulência. Em junho, ele deixou a liderança do governo Lula (PT) no Senado após ser alvo da Operação Compliance Zero, que apura fraudes financeiras do Banco Master e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A PF apura se Wagner recebeu pagamentos ligados ao Master por meio de uma empresa da nora dele, além de um apartamento em Salvador avaliado em R$ 2,5 milhões. O senador tem afirmado que vai provar sua inocência na Justiça. Após a reeleição, o senador agradeceu aos eleitores e afirmou, em publicação nas redes sociais, que pretende trabalhar para que a Bahia "siga em frente e de mãos dadas com o Brasil". Também celebrou a recondução de Jerônimo Rodrigues ao governo do estado. O resultado deste domingo também fortalece Rui Costa, que sai das urnas como o senador mais votado, com mais de 4 milhões de votos, a despeito de fazer parte de uma ala minoritária do PT baiano. Na campanha, Rui Costa e Jaques Wagner foram apresentados como "os senadores de Lula", em uma estratégia que mirou o voto casado nos dois candidatos da chapa, ambos ex-governadores da Bahia. Na propaganda eleitoral os adversários eram chamados de candidatos "anti-Lula". No campo da oposição, os dois candidatos ao Senado da chapa liderada por ACM Neto, disseram apoiar Flávio Bolsonaro (PL) para a Presidência, mas não levaram o aliado para a campanha eleitoral. No horário eleitoral, João Roma evitou a polarização nacional, apresentou-se como "o senador de Neto" e disse que, caso eleito, não seria o representante apenas de um partido político no Congresso. Destacou seu trabalho como ministro da Cidadania, mas sem dizer que ocupou o cargo na gestão Jair Bolsonaro (PL). Eleições Hoje Receba no seu email destaques das campanhas, pesquisas e disputas nos estados Angelo Coronel, por sua vez, apostou em um perfil municipalista, destacando o repasse de recursos de emendas mediada por seu mandato para as prefeituras dos 417 municípios baianos. O senador era aliado do PT, mas aproximou-se de Jair Bolsonaro ao longo dos quatro primeiros anos do mandato. Em janeiro, ele deixou o PSD e rompeu com o governador em meio às articulações para formação de uma chapa pura com Rui Costa e Jaques Wagner. Uma parcela do PT tinha restrições a Coronel, lembrando que ele não se empenhou na campanha de Jerônimo em 2022 e se ausentou em votações importantes, como a do PL da Dosimetria. Nos últimos meses, ele sinalizou apoio a propostas de impeachment de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).
Rui Costa e Jaques Wagner, do PT, s�o eleitos para o Senado na Bahia
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