RJ move a��o para reaver R$ 641 mi investidos pelo Rioprevid�ncia em fundos do Master

RJ move a��o para reaver R$ 641 mi investidos pelo Rioprevid�ncia em fundos do Master

A Procuradoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro acionou a Justiça para tentar recuperar R$ 641,4 milhões investidos em fundos ligados ao Banco Master pelo Rioprevidência, a fundação que gere a aposentadoria dos servidores estaduais. O órgão pede o bloqueio de bens de administradores e gestores desses fundos e medidas para garantir o resgate de parte dos recursos, alegando gestão irregular e descumprimento de deveres fiduciários. As ações envolvem aplicações nos fundos de investimentos Revolution e Texas I FIA, que receberam aportes do Rioprevidência, além das gestoras Acura e Axor e a administradora Trustee DTVM. O Rioprevidência não quis se manifestar sobre as ações. A Folha entrou em contato por e-mail com a defesa do Banco Master e com a Acura Corretora, mas não teve retorno até a publicação deste texto. A reportagem não conseguiu ainda localizar os contatos da Trustee DTVM e da Axor. As aplicações de mais de R$ 3 bilhões do Rioprevidência em fundos do Master foram alvo da oitava fase da Compliance Zero, no final de maio, quando a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão contra o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL). Segundo a Procuradoria, o Rioprevidência investiu R$ 481,4 milhões no fundo Revolution. Já solicitou o resgate integral e o pagamento está previsto para 17 de agosto. Em uma das ações, a Procuradoria pede à Justiça que a garanta o resgate e requer o bloqueio de bens da gestora Acura e de seus diretores. A Procuradoria diz que a carteira do fundo passou a ser mantida sob sigilo após o pedido de resgate e está concentrada em ativos de crédito privado com remuneração de até 180% do CDI, patamar que considera incompatível com as condições de mercado. Em outro processo, a Procuradoria busca responsabilizar a gestora Axor e a administradora Trustee DTVM por perdas de R$ 135,1 milhões no fundo Texas I FIA. O Rioprevidência aplicou R$ 150 milhões no fundo, que hoje teria patrimônio de apenas R$ 14,8 milhões. De acordo com a ação, o Texas I concentrou cerca de 96% de sua carteira em ações da Ambipar, estratégia que levou o fundo a perder mais de 90% do valor em menos de um ano. Folha Mercado Receba no seu email o que de mais importante acontece na economia; aberta para não assinantes. A Procuradoria afirma que a desvalorização decorreu de operação coordenada de compra de ações entre julho e agosto de 2024, que teria inflado artificialmente sua cotação. A operação foi alvo de investigações da CVM (Comissão de Valores Mobiliários). "O Rioprevidência foi vítima de uma armadilha arquitetada pela administração e pela gestão do Texas I FIA, que vendeu ao ente público quotas de um fundo lastreado em uma ação desprovida de fundamento", afirma a petição. Nas ações, a Procuradoria pede o bloqueio de R$ 616,6 milhões em ativos financeiros e bens dos réus, incluindo imóveis, veículos, participações societárias, embarcações, aeronaves e criptomoedas. Pede análise dos pedidos em caráter liminar, sem manifestação prévia dos acusados, sob o argumento de risco de dissipação patrimonial.

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