Rajadas de vento causam destelhamentos e deixam Porto Alegre com risco de falta de �gua

Rajadas de vento causam destelhamentos e deixam Porto Alegre com risco de falta de �gua

As rajadas de vento e o temporal que atingiram Porto Alegre na noite desta quinta-feira (6) provocaram destelhamento de imóveis e assustaram a população da capital gaúcha. Segundo a Defesa Civil municipal, foram registradas 15 ocorrências entre 20h e 22h. O órgão distribuiu lonas para proteção emergencial dos imóveis atingidos. Um novo balanço será divulgado nas próximas horas. A maior rajada de vento registrada foi de 120,4 km/h, na estação do aeroporto Salgado Filho. Nas estações da Defesa Civil, os maiores registros foram de 78,9 km/h (Sarandi/Nova Brasília) e 75,3 km/h (Passo das Pedras). Segundo a Prefeitura de Porto Alegre, o temporal provocou a falta de energia elétrica na ETA (Estação de Tratamento de Água) São João e em 12 estações de bombeamento. Há a possibilidade de baixa pressão e falta de água em ao menos 45 bairros da cidade. "Após o restabelecimento da energia, o abastecimento de água será normalizado gradualmente, levando mais tempo nas áreas altas e/ou distantes do sistema", diz nota da prefeitura. De acordo com a gestão municipal, as ocorrências registradas nos sistemas de drenagem urbana e na estrutura sanitária não provocaram prejuízos à população. Em Pelotas, na região sul do Rio Grande do Sul, as rajadas de vento chegaram a 80 km/h e causaram transtornos em vários pontos da cidade. Ao menos 200 imóveis foram destelhados e há falta de energia elétrica em quatro estações de tratamento de água. Ninguém ficou ferido. Segundo a prefeitura, equipes das secretarias municipais e órgãos de segurança estão nas ruas para atender solicitações da população e mapear os locais críticos. O atendimento em unidades de saúde da zona rural e de praias foi suspenso nesta sexta, assim como as aulas da rede pública municipal. Em Canoas, as rajadas de vento chegaram a 100,8 km/h, o que provocou destelhamentos e quedas de árvores. As aulas estão mantidas nesta sexta. A Prefeitura de Arroio Grande suspendeu as aulas no turno da manhã na rede municipal por causa das condições climáticas, com risco de tempestade com rajadas de vento que podem superar 100 km/h e queda de granizo com pedras grandes. No final da tarde, um tornado atingiu o município de Pedro Osório, no sul do estado, durante a atuação do sistema de tempestades associado à frente fria que precedeu a formação de um ciclone-bomba na região sul do país. Segundo a Defesa Civil, o fenômeno provocou destelhamentos na localidade de Matarazzo e não há informações sobre feridos. O tornado ocorreu por volta das 17h15, associado a uma supercélula, tempestade caracterizada pela presença de uma corrente de ar rotativa. À noite, o Centro de Monitoramento da Defesa Civil informou que a linha de instabilidade associada ao avanço da frente fria encontrava-se na faixa norte do estado, próxima a Santa Catarina e perto de se afastar do Rio Grande do Sul. "O ciclone extratropical já está formado, com seu centro localizado entre os litorais uruguaio e argentino. Gradualmente, o sistema se deslocará para o oceano e não deve trazer grandes impactos para o Rio Grande do Sul", disse nota da Defesa Civil. Para esta sexta são esperadas rajadas de vento na faixa leste, especialmente no sul gaúcho e no litoral médio. Além disso, ao longo da sexta-feira o mar ficará agitado, com chance de ressaca e impactos à navegação.

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