Quaest: Allyson Bezerra (Uni�o Brasil) tem 51%, ante 49% de Cadu de Lula (PT) no Rio Grande do Norte

Quaest: Allyson Bezerra (Uni�o Brasil) tem 51%, ante 49% de Cadu de Lula (PT) no Rio Grande do Norte

O ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (União Brasil) tem 51% das intenções de votos válidos, ante 49% do ex-secretário estadual da Fazenda Cadu de Lula (PT) na disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte, conforme pesquisa Quaest divulgada neste sábado (24), véspera do segundo turno. Com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, o levantamento mostra que os candidatos estão tecnicamente empatados. O levantamento, contratado pela TV Cabugi, foi registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o código RN-01264/2026. O nível de confiança é de 95%. A Quaest ouviu 2.154 eleitores entre sexta-feira (23) e este sábado. Considerando-se os votos totais, incluindo os eleitores que afirmaram votar em branco, anular seu voto ou que ainda estão indecisos, Allyson tem 45%, enquanto Cadu de Lula aparece com 44%. Os indecisos representam 3%. Votos em branco, nulos e eleitores que dizem que não vão votar neste domingo (25) somam 8%. Na pesquisa espontânea, quando não são proferidos os nomes dos candidatos, Allyson Bezerra tem 41% da preferência dos entrevistados. Cadu aparece com 38%. Outros 16% estão indecisos e 5% declararam voto branco ou nulo. No levantamento anterior do instituto, de 13 de outubro, Allyson tinha 45% das intenções de votos totais, enquanto o petista aparecia com 42%. A pesquisa espontânea daquela data registrava 38% dos votos para o ex-prefeito de Mossoró, ante 35% de Cadu de Lula. Allyson Bezerra e Cadu de Lula terminaram o primeiro turno com votações muito próximas. O ex-prefeito teve 36,94% dos votos válidos, contra 36,16% do adversário. Em números absolutos, a diferença entre eles foi de apenas 15.509 votos. Allyson iniciou a trajetória política em 2018, quando foi eleito deputado estadual com 20 mil votos. Conquistou a Prefeitura de Mossoró, a segunda maior cidade do estado, em 2020, sendo reeleito em 2024. Estudante de escola pública, filho de uma dona de casa e um agricultor e usando um chapéu de couro como marca, o candidato destaca na campanha conhecer as necessidades da população mais carente. Ele é investigado na Operação Mederi, deflagrada em janeiro de 2026 para apurar desvio de recursos públicos e fraudes em licitações da área de saúde de prefeituras potiguares, incluindo Mossoró. O ex-prefeito nega participação em esquema criminoso. Na campanha, buscou uma posição de neutralidade sobre a disputa presidencial, não declarando voto em Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL) ou nenhum outro candidato. Eleições Hoje Receba no seu email destaques das campanhas, pesquisas e disputas nos estados Já Cadu Xavier, que adotou o nome Cadu de Lula na urna, foi secretário da Fazenda no governo de Fátima Bezerra (PT), e deixou o cargo em março deste para a disputa majoritária no estado. Ele também foi diretor do Sindicato dos Auditores Fiscais do Rio Grande do Norte e presidiu o Comsefaz (Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal). Ao longo da campanha, buscou associar o adversário ao bolsonarismo. Durante ato de Lula em 10 de outubro em Natal, Cadu afirmou que Allyson era "bolsonarista enrustido". O Rio Grande do Norte é governado pelo PT desde 2019, com Fátima Bezerra. É o único dos nove estados nordestinos com segundo turno nesta eleição.

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