Primeiro ca�a Gripen feito no Brasil faz voo inaugural; veja v�deo

Primeiro ca�a Gripen feito no Brasil faz voo inaugural; veja v�deo

O primeiro caça supersônico produzido no Brasil fez seu voo inaugural nesta terça-feira (6). O Gripen E decolou da pista da Embraer em Gavião Peixoto, no interior paulista, e completou seu teste sem problemas. O avião para um piloto é o primeiro dos 15 que serão fabricados na linha conjunta da fabricante sueca Saab e da empresa brasileira, dentro do programa de transferência de tecnologia que é a base do contrato para a compra de 36 aviões pelo Brasil, assinado em 2014. Na cabine estava o chefe dos pilotos de teste da fabricante sueca, Jakob Högbert. Foram examinados sistemas e o desempenho da aeronave, que havia sido apresentada ao público em um evento em 25 de março. De lá para cá, foram executados testes de pista e outras verificações antes do voo. Como é uma linha de produção nova, o tempo entre a apresentação do caça e seu teste no ar foi quase o dobro necessário para fazer o mesmo com o Gripen F, apresentado em junho na Suécia. Esta é a variante para dois pilotos do avião, encomendada especificamente para o Brasil —8 dos 36 caças comprados da Suécia serão nessa configuração. Já voam no Brasil 11 Gripen, 1 deles ainda sendo operado pela Saab para testes e certificação, os demais já entregues à FAB (Força Aérea Brasileira). A linha de produção da Saab em Gavião Peixoto é a primeira fora da Suécia na história. Além de atender ao contrato da FAB, ela deverá ser empregada para fabricar os 15 Gripen monopostos encomendados pela Colômbia, que também comprou 2 modelos para dois pilotos que serão feitos na sede da Saab, em Linköping. Outros contratos, como o assinado pela Ucrânia com os suecos, poderão reforçar a necessidade de expansão da linha no Brasil, segundo a empresa. Saab e Embraer firmaram um acordo para a ampliação da parceria. O governo brasileiro também já anunciou a intenção de comprar mais 20 Gripen E. Aqui, o problema é fiscal: cortes sucessivos de verbas na área da defesa colocam em dúvida o plano. Custos de desenvolvimento altos, forçando aditivos, e soluços orçamentários ao longo do projeto já provocaram atrasos. Pelo contrato original, que em valores atualizados envolveu R$ 30 bilhões, o último avião deveria ter sido entregue em 2024. Agora, a previsão é 2032. Ainda assim, com a fabricação nacional e o início da produção do modelo F, que foi desenvolvido ao longo de cinco anos por suecos e brasileiros de forma conjunta, o programa atual mostrou avanços neste ano. Houve uma redução nos valores gastos pelo governo brasileiro no programa, reflexo de seu encaminhamento. Em 2025, o Gripen deixou de ser o projeto militar mais custoso do país, caindo para a quarta posição no ranking após nove anos em primeiro lugar. Consumiu R$ 965 milhões, ante R$ 1,6 bilhão em 2024.

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