PRF diz que caminh�o teria invadido faixa contr�ria em acidente com 23 mortos

PRF diz que caminh�o teria invadido faixa contr�ria em acidente com 23 mortos

A Polícia Rodoviária Federal e a Polícia Civil do Paraná disseram que o caminhão envolvido no acidente que deixou 23 mortos na madrugada desta quarta-feira (19) na BR-373 teria invadido a faixa contrária, o que gerou a colisão frontal com o micro-ônibus. O acidente ocorreu no km 109 da BR-373, quando os veículos passavam pela cidade de Ipiranga, em um ponto de pista simples, por volta das 3h30. O caminhão seguia no sentido de Ponta Grossa para Prudentópolis. Já o micro-ônibus, de Imbituva, estava levando pacientes e seus acompanhantes para hospitais da região metropolitana de Curitiba. No momento do acidente, não havia chuva ou neblina, segundo a PRF. A colisão está sendo investigada em um inquérito aberto pela Polícia Civil e a PRF também deve emitir um laudo pericial sobre o acidente para colaborar com a apuração. O chefe da Delegacia da PRF em Ponta Grossa, Luis Berteli, disse que há um "indício forte de que o erro foi do caminhão", mas acrescentou que a apuração está em andamento. Questionado se o caminhoneiro pode ter dormido ao volante, o inspetor afirmou que "existe esta possibilidade pelo horário e pelas condições, porque não tinha nenhuma condição climática adversa, mas precisamos aguardar os laudos da perícia", reforçou. O motorista do caminhão está entre os 23 mortos. Segundo a Prefeitura de Imbituva, o nome dele é Alex Rivail, morador de Castro. Segundo o inspetor, o caminhão é do tipo que realiza transporte de animais. No momento do acidente, ele estava sem nenhuma carga. Ainda de acordo com ele, o tacógrafo do caminhão "não estava em pleno funcionamento". O caminhão é de propriedade da empresa Meggatrans Transportes, com sede em Erechim, no Rio Grande do Sul. A empresa encaminhou uma nota à reportagem na qual lamenta o acidente e "se solidariza profundamente com as famílias e amigos das vítimas e com toda a comunidade de Imbituva". "Entre as vítimas está também o motorista do caminhão, empregado da Meggatrans. A empresa lamenta profundamente sua perda e está prestando assistência a sua família", informa. A empresa acrescentou que "aguardará a conclusão das apurações oficiais antes de se manifestar sobre as circunstâncias do acidente". "As causas e a dinâmica do acidente estão sendo apuradas pelas autoridades competentes, com as quais a empresa está colaborando integralmente." A Prefeitura de Imbituva disse que o micro-ônibus pertence ao próprio município. A administração disse à Folha que o veículo estava regular, com seguro, e começou a rodar há cerca de 2 meses. Acrescentou que o transporte de moradores para hospitais da Grande Curitiba acontece diariamente. Segundo a PRF, esse tipo de transporte é fiscalizado da mesma forma que os demais veículos, conforme as normas previstas no Código Brasileiro de Trânsito. Familiares de vítimas do acidente começaram a chegar em Ponta Grossa no início da tarde. A cidade fica a cerca de 60 km de Imbituva e recebeu os cinco sobreviventes feridos. Os corpos das vítimas fatais também foram levados para Ponta Grossa. Até as 18h, 14 vítimas já tinham sido identificadas pela Polícia Científica. A Sesp (Secretaria de Estado da Segurança Pública) informou que tenta concluir todas as identificações até o final desta quarta. Segundo a Prefeitura de Imbituva, um velório coletivo pode ser realizado no Ginásio Municipal de Esportes, mas a decisão ficará a critério de cada família.

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