Presidente eleito da Col�mbia abandona plano de cerim�nia militar e tomar� posse fora da capital

Presidente eleito da Col�mbia abandona plano de cerim�nia militar e tomar� posse fora da capital

O Senado da Colômbia aprovou a realização da posse presidencial de Abelardo De la Espriella na cidade de Cali, capital do departamento de Valle del Cauca, após horas de debate nesta semana. A votação repete o resultado obtido pelo presidente eleito uma semana antes, quando a Casa havia aprovado que a cerimônia ocorresse em Popayán, no departamento do Cauca —plano que acabou sendo trocado por Cali. Há duas semanas, o atual presidente, Gustavo Petro, já havia vetado a possibilidade de a posse ocorrer em uma instalação militar, ideia que Espriella havia defendido originalmente durante a campanha. Com a decisão desta quinta, está definido, portanto, que o evento será realizado em um auditório da Universidade Santiago de Cali, e não em um quartel. Parlamentares governistas criticaram a nova rodada de discussão no Senado, argumentando que a sede do evento já havia sido aprovada na semana anterior e que a mudança para Cali não deveria ter gerado novo debate. Com a decisão do Senado, fica encerrada a última etapa legislativa pendente sobre o tema —a Câmara dos Representantes já havia aprovado a mudança de sede na terça-feira (21). Segundo o jornal espanhol El País, a Câmara aprovou o texto por 117 votos a favor e 7 contra, atendendo a um pedido direto do presidente eleito, que gravou um vídeo nas redes sociais solicitando aos parlamentares que aprovassem a mudança da cerimônia de Popayán para Cali. Espriella recuou de várias intenções anteriores: durante a campanha, chegou a prometer que tomaria posse em uma guarnição militar fora de Bogotá; depois, disse que o ato ocorreria em Popayán, pedido aprovado pelo Senado na semana anterior. Dias depois, porém, voltou atrás, alegando problemas climáticos ligados ao vulcão Puracé, abandonou a intenção de usar uma instalação militar e passou a defender a realização do evento em Cali, em um espaço civil. A governadora do Valle del Cauca, Dilian Francisca Toro, e o prefeito de Cali, Alejandro Eder, comemoraram a decisão e ofereceram o auditório da Universidade Santiago de Cali para sediar a cerimônia. Na Câmara, Espriella obteve o apoio de partidos de direita, além de agrupamentos minoritários, e de parte dos congressistas das cadeiras reservadas a vítimas do conflito armado. Os 41 deputados do Pacto Histórico, de esquerda, e parte da bancada do Partido Verde se posicionaram contra a mudança e deixaram o plenário sem votar. O deputado Santiago Osorio criticou o custo da operação: "O capricho de realizar a posse em Cali custará 14 bilhões de pesos. Se querem descentralizar, deveriam discutir lei, não realizar uma posse fora de Bogotá". Lá Fora Receba no seu email uma seleção semanal com o que de mais importante aconteceu no mundo Antes do resultado da votação na Câmara, o presidente Gustavo Petro, que deixa o cargo, havia pedido ao Congresso que rejeitasse a mudança de sede. Em publicação na rede social X, o mandatário de esquerda escreveu: "Não entendo como se pode alcançar o povo sem ir à Praça Bolívar, em Bogotá, onde fica o prédio do Congresso, e levando o Congresso a um local de espetáculos. Política não é teatro barato, mas sim o debate público sobre assuntos públicos. Se o Congresso aceita isso, que assim seja, mas está se permitindo ser degradado". A aprovação na Câmara só ocorreu depois de os deputados rejeitarem, em votação anterior, uma proposta do Pacto Histórico que defendia manter a posse na sede do Congresso em Bogotá, como ocorre tradicionalmente.

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