Presidente do TSE refor�a que eleitores devem checar local de vota��o antes de votar

Presidente do TSE refor�a que eleitores devem checar local de vota��o antes de votar

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, fez um pronunciamento oficial na noite deste sábado (24), às vésperas do segundo turno das eleições. Em rede nacional, ele reforçou que os eleitores devem checar seu local de votação antes de sair de casa, já que algumas seções eleitorais foram alteradas desde o primeiro turno, realizado em 4 de outubro. O ministro também alerta para o que classifica como conteúdos de caráter sensacionalista e acusatório contra quaisquer dos candidatos ou contra a própria Justiça Eleitoral. "Apesar de termos um número muito pequeno de alterações, não custa verificar essa informação antes de sair de casa", declarou o ministro quanto às mudanças de locais de votação. A Justiça Eleitoral alterou 111 endereços de votação, conforme dado da noite deste sábado (24). Entre as formas de conferir onde votar, o magistrado citou os sites do TSE e dos TREs (Tribunais Regionais Eleitorais); o "ChatVote", assistente de inteligência artificial que pode ser consultado também no site do TSE; e o e-Título, aplicativo oficial da Justiça Eleitoral que contém o título de eleitor e informações como a zona e a seção eleitoral. No último domingo (18), constava a informação de alteração dos locais de votação superior à atual. Até terça-feira (20), a região Nordeste concentrava a maior parte das mudanças. Em sessão durante a semana, Kassio fez um balanço geral das alterações e explicou que as mudanças são normais e que ocorrem, principalmente, por conta de eventos climáticos extremos. O magistrado também já reiterou que alterações do tipo também ocorreram em eleições passadas. Ainda assim, o presidente da corte eleitoral sofreu críticas nas redes sociais e, segundo ele, o tribunal identificou uma série de desinformações a respeito do tema. Após o anúncio das alterações, os presidentes dos TREs assinaram uma nota conjunta negando qualquer interferência por parte do ministro, já que a decisão de mudar os locais cabe aos TREs. Contudo, como mostrou a Folha, a avaliação de magistrados do próprio Tribunal Superior Eleitoral é a de que Kassio não teria dado a atenção necessária a esse tipo de medida, o que teria feito com que ela fosse comunicada tardiamente à população e com imprecisões. Além de advertir sobre os locais de votação, Kassio também fez um alerta para a população contra mensagens com "caráter sensacionalista e acusatório". "Devemos nos manter vigilantes com relação às informações que recebemos e compartilhamos. Vamos elevar nosso senso crítico com mensagens eletrônicas recebidas nesta reta final, principalmente aquelas que tenham caráter sensacionalista e acusatório contra quaisquer dos candidatos ou mesmo contra a Justiça Eleitoral", destacou o magistrado. Embora não cite nominalmente nenhum candidato ou episódio, a fala ocorre em meio a uma tensão crescente no tribunal e entre as campanhas dos dois candidatos à Presidência, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Entre o primeiro e o segundo turno, que será realizado no domingo (25), o TSE teve uma guerra de decisões sobre o canal "Exército do Lula" no WhatsApp. O grupo reúne mais de 10 milhões de inscritos e é coordenado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) com o objetivo de mobilizar a campanha petista nas redes sociais. O canal se tornou um alvo constante da campanha de Flávio, que já pediu várias vezes a sua derrubada e chegou a ser atendido por Kassio. Porém, antes de suspender o grupo, o corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, já havia negado a medida. Cueva, então, deu uma nova decisão restabelecendo o canal, o que foi mais uma vez revertido por Kassio. Na sexta (23), outra decisão sobre o tema foi dada. Dessa vez, pelo ministro Floriano de Azevedo Marques, barrando Kassio de suspender novamente o canal por ato administrativo da Presidência do TSE.

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