Presidente do Fed diz que banco central americano ter� trabalho a fazer se infla��o n�o cair

Presidente do Fed diz que banco central americano ter� trabalho a fazer se infla��o n�o cair

O presidente do Fed (Federal Reserve), Kevin Warsh, afirmou que a inflação elevada é "preocupante" e alertou que o banco central dos Estados Unidos terá "trabalho a fazer" caso os formuladores de política monetária não avancem rapidamente no controle das pressões sobre os preços na economia. Warsh afirmou, em seu discurso no simpósio de Jackson Hole, do Fed de Kansas City, que a alta dos preços era "mais preocupante" para os dirigentes do banco central do que o mercado de trabalho, que classificou como amplamente robusto. Segundo ele, as medidas de inflação contam uma "história semelhante": os preços continuam subindo acima da meta de 2% do Fed. "O principal foco do Fed neste momento deveria estar nos preços", disse Warsh, em declarações que apresentaram até agora sua avaliação mais detalhada sobre as atuais condições da economia americana. Warsh afirmou que o banco central dos EUA não atinge sua meta de 2% há mais de cinco anos e sinalizou que, sem um progresso suficiente em breve, o Fed precisaria elevar os juros, atualmente entre 3,5% e 3,75%. "Este é o meu padrão: precisamos estar confiantes de que a inflação subjacente está caminhando para nosso objetivo, de forma clara e em velocidade suficiente", disse o presidente do Fed. "Caso contrário, temos trabalho a fazer." Os rendimentos dos Treasuries americanos de curto prazo, que refletem as expectativas para a política monetária, subiram após as declarações de Warsh. O rendimento do título de 2 anos avançou 0,05 ponto percentual, para 4,28%, em uma sessão de negociações voláteis. Warsh vinha sendo pressionado por investidores a explicar em que circunstâncias apoiaria uma alta dos juros, depois de falar pouco sobre sua avaliação das condições econômicas —e sobre como o Fed poderia reagir a elas— na entrevista coletiva realizada após a decisão de julho do FOMC (Comitê Federal de Mercado Aberto). Embora Warsh tenha sido visto como um defensor de uma política monetária mais dura no combate à inflação durante sua passagem anterior pelo Fed, entre 2006 e 2011, sua nomeação pelo presidente dos EUA, Donald Trump —que vem pressionando constantemente os dirigentes do banco central a reduzir de forma agressiva os custos dos empréstimos— levantou dúvidas sobre seu compromisso com o controle da inflação. O presidente do Fed afirmou que há poucos sinais de que os juros estejam agora em um nível que esteja enfraquecendo o crescimento dos EUA. Ele acrescentou que, "no balanço geral, seria difícil descrever as condições financeiras amplas como restritivas". Ele também disse que o Fed continua comprometido com sua meta de inflação de 2%, medida pelo PCE (Índice de Preços de Gastos de Consumo Pessoal), classificando-a como "uma meta firme e fixa". O Índice PCE, medida de inflação mais utilizada pelo Fed, está atualmente em 3,7%.

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