O primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, prometeu nesta terça-feira (29) que apresentará em breve um plano com alternativas para buscar um consenso sobre uma maior aproximação com a União Europeia. A promessa ocorre dez anos depois de os britânicos terem votado pela saída do bloco —uma década marcada por instabilidade política, baixo crescimento econômico e um debate polarizado sobre até que ponto o país deveria vincular seu futuro ao de seu maior e mais próximo parceiro comercial. "Aproveitarei a cúpula para apresentar a vocês e ao país o que considero serem as diferentes opções para a relação de longo prazo do Reino Unido com nossos parceiros europeus", disse o premiê durante o congresso do Partido Trabalhista, em Liverpool. "Vou verificar se conseguimos chegar a um consenso em torno de uma delas." Segundo Burnham, "o Reino Unido segue há muito tempo pelo caminho errado" por deixar que a desindustrialização, a desregulamentação, a austeridade, o brexit e outros fatores desprotegessem os britânicos. O chefe de governo aproveitou seu discurso para afirmar que irá aumentar o controle do Estado sobre a moradia, a água e a energia, prometendo reverter décadas de privatizações feitas em outras gestões. A busca por uma aliança reformulada com o bloco europeu está em sintonia com a política de seu antecessor, Keir Starmer, que renunciou ao cargo em julho. O desejo de encontrar um consenso colocará à prova sua habilidade política em um país ainda marcado pelo tumulto do brexit. Euro Radar Uma newsletter sobre geopolítica e economia global, editada pelo jornalista João Caminoto, de Paris Burnham já afirmou que deseja ver Londres voltar à UE, mas que respeitaria os resultados de 2016 e não proporia tal medida, como um plebiscito para retornar ao bloco. "Quero que voltemos à UE. Espero que aconteça durante a minha vida", disse durante sua campanha, em maio. "Tudo o que eu disse sobre o fortalecimento da democracia será prejudicado se não respeitarmos esse voto [de 2016]." Sua iniciativa por laços mais estreitos com a UE ocorre em um momento em que os danos causados pela guerra no Oriente Médio e a influência de Donald Trump sobre o comércio, os gastos com defesa e a geopolítica de modo geral estão reconfigurando alianças ao redor do mundo. Trump tem pressionado a Europa a assumir a responsabilidade —e arcar com os custos— pelo fortalecimento de sua capacidade de defesa contra a Rússia, ao mesmo tempo que usa tarifas como instrumento para fortalecer a economia dos Estados Unidos.
Premi� do Reino Unido diz que far� plano para reaproximar pa�s da UE
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