São Paulo A Prefeitura de Porto Alegre apresentou a empresas e investidores uma carteira de aproximadamente 50 obras de infraestrutura que estão incluídas em um pacote de R$ 7 bilhões captados pela gestão por meio de instituições financeiras nacionais e estrangeiras. Representantes da capital gaúcha estiveram na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo, nesta semana para conversar com potenciais licitantes. A administração municipal prevê, para os próximos anos, mais de 400 obras, que abrangem saneamento, ampliação do sistema de drenagem urbana, requalificação de arroios, ampliação do sistema de abastecimento e do sistema de esgotamento sanitário, edificações (como restauração de patrimônio histórico) e infraestrutura urbana (como urbanização de vias e praças do centro histórico). Rua de Belém Novo, bairro de Porto Alegre que não está inserido no sistema de proteção contra cheias da capital - Isabelle Rieger - 6.ago.25/Folhapress A prefeitura escolheu os 50 projetos mais relevantes da carteira para mostrar às empresas, com investimentos de, no mínimo R$ 30 milhões cada. Entre os objetivos das novas obras estão a prevenção de enchentes, como a catástrofe de 2024, e a reconstrução de estruturas afetadas pela cheia. Os recursos vêm de instituições como Banco Mundial, AFD (Agência Francesa de Desenvolvimento), KfW (Banco de Desenvolvimento Alemão), CAF (Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe), BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Caixa Econômica Federal, BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul) e Banco do Brasil. Para participar da licitação, a empresa terá de comprovar capital social suficiente para a contratação da mão de obra e a execução dos projetos. Os recursos serão reembolsados, conforme o avanço das obras, pela prefeitura de Porto Alegre. C-Level Uma newsletter com informações exclusivas para quem precisa tomar decisõesEm paralelo, a gestão Sebastião Melo (MDB) também espera avançar com o processo de concessão dos serviços de coleta e tratamento de esgoto e da distribuição da água tratada. A prefeitura prevê realizar a consulta pública em fevereiro e publicar o edital em junho de 2027. O projeto prevê cerca de R$ 3 bilhões em investimentos. Diferentemente da maior parte das cidades do estado, Porto Alegre é atendida pelo Dmae (Departamento Municipal de Água e Esgotos), que pertence ao município. A Corsan, que é responsável pelos serviços de abastecimento de água e saneamento em outros 317 municípios do Rio Grande do Sul, foi privatizada em 2022, em leilão vencido pela Aegea, na gestão de Eduardo Leite (PSD). Melo sancionou, em novembro de 2025, a lei que autoriza a concessão parcial dos serviços de saneamento na capital gaúcha. Segundo a modelagem, elaborada pela administração municipal com apoio com o BNDES, o Dmae permanecerá público e será responsável pelos serviços de captação e tratamento da água, além da gestão dos sistemas de manejo de águas pluviais e drenagem urbana. O departamento atuará de forma complementar à União na manutenção e operação do sistema de proteção contra cheias. Um dos objetivos da concessão é cumprir as metas do Marco Legal de Saneamento, que prevê, até 2033, atendimento de 99% da população com água potável e de 90% com coleta e tratamento de esgoto.
Prefeitura de Porto Alegre leva a mercado projeto de R$ 7 bi com foco em drenagem e saneamento
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