Polymarket e Kalshi, mercados preditivos, viram para Lula e apontam chances de reelei��o em 80%

Polymarket e Kalshi, mercados preditivos, viram para Lula e apontam chances de reelei��o em 80%

Os mercados preditivos Kalshi e Polymarket passaram a prever a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste domingo de segundo turno (25). Até o início da apuração, as apostas eram majoritárias para Flávio Bolsonaro (PL). Às 19h35 (horário de Brasília), a vitória do atual chefe do Executivo reunia 84% das odds (probabilidade de um evento acontecer, no jargão) na Kalshi; a do rival, 16%. No Polymarket, Lula marcava 85%, versus 15% de Flávio. As plataformas são proibidas no Brasil, e o bloqueio, segundo as próprias empresas, prejudica os resultados. Acompanhe na Folha em tempo real a apuração do 2º turno Esses sites ofertam apostas sobre eleições, eventos, jogos, reality shows e celebridades. O governo os proibiu em abril, ainda antes de derrubar o mercado regular de bets em setembro, por entender que elas ofereciam prognósticos esportivos sem respeitar as regras impostas às casas de apostas. Kalshi e Polymarket, no entanto, dizem que seu principal produto é a projeção estatística sobre o que vai aconter no futuro, e a piora das projeções brasileiras é um dos argumentos que as companhias usam para tentar voltar a atuar no país, segundo porta-vozes ouvidos pela Folha no início do mês. Diferentemente de um levantamento amostral, como uma pesquisa eleitoral tradicional, que faz as mesmas perguntas para um grupo com uma distribuição de pessoas similar à da população inteira, os mercados de previsão agrupam os palpites nos quais as pessoas apostam dinheiro. A ideia é que a disposição para pagar valida o posicionamento, disse a brasileira Luana Lopes Lara, cofundadora da Kalshi, durante evento em Sunnyvale, na Califórnia, acompanhado pela reportagem em abril. Embora não dependam de uma amostragem, os mercados de previsão pressupõem alta liquidez —isto é, participantes suficientes para comprar e vender contratos sobre a vitória de cada candidato. A proibição no Brasil gera uma falha de mercado porque restringe a participação de pessoas interessadas. No Polymarket, o volume apostado até a publicação desta reportagem era de US$ 204 milhões (cerca de R$ 1 bilhão). Na Kalshi, US$ 20 milhões (R$ 99 milhões).

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