Pol�cia de SP investiga corpos amarrados em sacos e tecidos e descarta liga��o entre casos

Pol�cia de SP investiga corpos amarrados em sacos e tecidos e descarta liga��o entre casos

O DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa) da Polícia Civil de São Paulo investiga a morte de oito pessoas encontradas em sacos plásticos, edredons e lençóis amarrados na capital paulista desde setembro. De acordo com os investigadores, os casos não têm relação entre si. Os corpos foram achados em vias públicas ou em áreas de mata, em bairros distantes uns dos outros. A semelhança na forma como estavam embalados levantou suspeitas nas redes sociais de que haveria um "serial killer", isto é, um único criminoso responsável por todas as mortes. A polícia nega essa hipótese. Sete das vítimas foram identificadas. As apurações iniciais apontam motivações como vingança ou "justiçamento", quando a pessoa é morta em "tribunais do crime". Também já há suspeitos pelos assassinatos, o que reforça a tese de que houve mais de um autor. "O uso de sacos plásticos ou tecido em alguns casos, isoladamente, não indica ligação entre os crimes e pode estar relacionado à movimentação ou ocultação dos corpos", disse a SSP (Secretaria da Segurança Pública), em nota. Segundo informações policiais, estas foram as datas e as regiões das ocorrências: 5/9 – Cadáver encontrado na zona sul 13/9 – Corpo localizado na zona leste 10/9 – Cadáver encontrado na zona leste 10/9 – Corpo encontrado na zona leste 19/9 – Cadáver encontrado na zona norte 21/9 – Corpo encontrado na zona oeste 30/9 – Cadáver encontrado na zona sul 2/10 – Corpo encontrado na zona leste A vítima que ainda não foi identificada será submetida a uma perícia mais específica, já requisitada pela polícia. Um nono caso, em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, é investigado pela delegacia da cidade. Corpos encontrados amarrados em sacos e tecidos não são um fato atípico na capital paulista. Em abril de 2025, por exemplo, Esteliano José Madureira, 43, suspeito de assassinar a estudante da USP (Universidade de São Paulo) Bruna Oliveira da Silva, 28, foi encontrado morto, com sinais de tortura. O corpo dele estava na avenida Morumbi, a cerca de 30 km de onde a estudante foi localizada, envolto por uma lona. O local onde o corpo foi deixado fica a cerca de 5 km do Palácio dos Bandeirantes, sede do governo e residência oficial do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). A principal hipótese em investigação é que ele tenha sido julgado e morto por um tribunal do crime, ou seja, um julgamento clandestino feito por integrantes de facção criminosa em desagravo ao estupro.

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