São Paulo A Justiça de São Paulo oficializou nesta terça-feira (20) a sentença de homologação do plano de recuperação extrajudicial do GPA (Grupo Pão de Açúcar). Com a publicação da decisão, passam a correr os prazos para a captação de recursos e emissão de debêntures previstos na reestruturação. Credores optantes pela opção A de pagamento das dívidas deverão aportar recursos na companhia em até 30 dias corridos. Conforme o plano, estes titulares de crédito terão a dívida trocada, sem desconto no valor nominal, por novas debêntures emitidas em montante de até R$ 2,6 bilhões, divididas em duas séries —sendo a segunda conversível em ações da companhia. O GPA terá 60 dias para emitir e entregar as debêntures de classes A e B que serão usadas na operação. O objetivo da companhia é arrecadar R$ 200 milhões em aportes dos credores. Fachada da sede do Grupo Pão de Açúcar em São Paulo - Rafaela Araújo - 10.mar.26/Folhapress Para garantir a operação, a B3 bloqueará os títulos representativos das debêntures da 18ª e da 20ª emissões e os CRI (Certificados de Recebíveis Imobiliários) da 1ª e da 2ª séries da 80ª emissão da securitizadora Virgo. Com o bloqueio, os títulos ficarão indisponíveis até a emissão das novas debêntures, não sendo possível realizar qualquer operação de negociação, alienação, cessão, transferência, aluguel ou outra forma de disposição desses títulos. Titulares de créditos em moeda estrangeira que escolheram a opção A têm até 30 dias corridos para aditar os contratos originais com a varejista. C-Level Uma newsletter com informações exclusivas para quem precisa tomar decisões ENTENDA O PLANO DE RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL DO GPA Após seis meses de discussão, o plano de recuperação extrajudicial do Grupo Pão de Açúcar foi homologado em 7 de outubro. Aprovado por representantes de 57,49% dos créditos da companhia, prevê a renegociação de R$ 4,5 bilhões em dívidas. Com a homologação, os créditos sujeitos —não relacionados a operações correntes de fornecimento— serão quitados conforme uma das três opções de pagamento eleitas pelos credores. Na opção A, que reuniu 88,4% dos créditos e só está disponível para quem aportar dinheiro novo na varejista, a dívida é trocada integralmente, sem desconto no valor nominal, por novas debêntures emitidas em montante de até R$ 2,6 bilhões, divididas em duas séries —sendo a segunda conversível em ações da companhia. Já a opção B, escolhida por 8,3% dos credores, converte 30% do crédito devido em outra emissão de debêntures, com pagamentos semestrais a partir de 2032, vencimento em setembro de 2036 e atualização pelo CDI. A opção C, escolhida por 3,2% dos credores, também preserva apenas 30% do crédito, mas sem emissão de debêntures. Neste caso, o crédito é corrigido pelo CDI e segue o mesmo cronograma de pagamento até 2036. Raio-X | Grupo Pão de Açúcar Fundação: 1948 Sede: São Paulo Funcionários: cerca de 37 mil empregados diretos Receita bruta: R$ 4,7 bilhões (segundo trimestre de 2026) Prejuízo líquido: R$ 204 milhões (segundo trimestre de 2026) Principais concorrentes: Carrefour, St Marche, Oba Hortifruti
Plano extrajudicial do GPA entra em vigor com prazos para credores
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